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Nasdaq bate recorde, S&P 500 fica estável e petróleo cai pelo quinto dia seguido
Publicado 22/09/2026 • 17:47 | Atualizado há 41 minutos
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Publicado 22/09/2026 • 17:47 | Atualizado há 41 minutos
KEY POINTS
Foto: Angela Weiss | AFP | Getty Images
O Nasdaq Composite atingiu uma nova máxima histórica intradiária nesta terça-feira (22), enquanto o S&P 500 ficou praticamente estável, em meio ao monitoramento dos investidores sobre os acontecimentos envolvendo Estados Unidos e Irã.
O Nasdaq, índice fortemente concentrado em empresas de tecnologia, avançou 0,45%, fechando em um recorde de 27.244,28 pontos. A alta foi impulsionada principalmente pelas ações da Sandisk, que dispararam quase 7% após uma recomendação otimista do Rosenblatt. Já o S&P 500 recuou levemente, para 7.764,64 pontos. O Dow Jones Industrial Average caiu 185,14 pontos, ou 0,36%, e encerrou o pregão aos 51.863,69 pontos.
Os preços do petróleo recuaram depois que o presidente Donald Trump afirmou que autoridades americanas tiveram uma “reunião muito boa” com uma delegação iraniana, que teria durado cerca de três horas. O contrato futuro do Brent, referência internacional do petróleo, caiu 1,09%, para US$ 99,25 (R$ 510,15) por barril. Nos Estados Unidos, o petróleo recuou 1,24%, encerrando a US$ 94,59 (R$ 486,19) por barril. Foi a quinta sessão consecutiva de queda para os dois índices de referência.
Durante seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira, Trump afirmou que tem uma “grande decisão” pela frente: tentar chegar a um acordo com o Irã ou “aniquilar” o país.
O presidente também disse acreditar que “vamos fechar um acordo logo depois da eleição, porque não faria sentido para eles não fazerem isso”. Segundo Trump, “eles estão esperando para ver como eu me saio nas eleições de meio de mandato”.
O petróleo já vinha recuando mais cedo, depois de relatos de que o Irã teria oferecido reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias. A CNBC, no entanto, não conseguiu verificar essas informações de forma independente. A Arábia Saudita também estaria planejando reativar o oleoduto East-West ainda nesta semana.
Os movimentos desta terça-feira acontecem após uma forte sessão em Wall Street. Na segunda-feira, o S&P 500 teve seu melhor desempenho desde 4 de agosto, enquanto o Nasdaq registrou seu primeiro fechamento em nível recorde desde junho.
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Siga o Times | CNBCA queda do petróleo ajudou a impulsionar as bolsas, enquanto os rendimentos dos Treasuries também recuaram. Os juros dos títulos do Tesouro americano já vinham subindo antes mesmo de o Federal Reserve elevar sua taxa básica em 0,25 ponto percentual na semana passada. O movimento ocorre em um cenário marcado pelo aumento da dívida, pelos preços elevados do petróleo e pela inflação persistente.
Nesta terça-feira, os rendimentos dos Treasuries caíram ligeiramente. O título de 10 anos, uma das principais referências do mercado, estava pagando juros de 4,959%.
“Não acho que os mercados tenham levado totalmente em conta o que um ciclo de alta de juros, mesmo em um cenário de rendimentos mais elevados, pode significar”, disse Tom Garretson, estrategista sênior de portfólio especializado em renda fixa da RBC Wealth Management.
“Na minha avaliação, ainda existe bastante complacência embutida nos preços do mercado em relação à possibilidade de o rendimento do título de 10 anos superar os 5%. Também existe um risco persistente de que o Fed continue elevando os juros (talvez mais duas vezes) e que a taxa volte para perto de 5% no início de 2027”, acrescentou.
Agora, a atenção dos investidores se volta para a cúpula que acontece nesta semana em Washington, D.C., entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. Entre os principais assuntos esperados na agenda estão inteligência artificial, a guerra no Irã, tarifas comerciais e metais de terras raras.
Antes da visita de Xi aos Estados Unidos, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, se reuniu com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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