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70 das 76 ações do Ibovespa operam em queda neste pregão; somente as exportadoras apresentam ganhos

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Derretendo: Grupo Vamos e Magalu perdem mais da metade do valor depois de aposta errada do mercado; veja as maiores quedas do dia

Publicado 26/10/2026 • 12:28 | Atualizado há 8 minutos

KEY POINTS

  • Ações da Vamos e do Magazine Luiza chegam a cair mais de 50% no primeiro pregão após a reeleição de Lula.
  • Cyrela, C&A e B3 também registram perdas superiores a 40%
  • Disparada dos juros futuros e revisão das expectativas para a política econômica pressionam o Ibovespa, que aciona o circuit breaker

Divulgação/Cyrela

Cyrela

As ações de empresas brasileiras chegaram a registrar quedas superiores a 50% nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Vamos e o Magazine Luiza lideravam as perdas do Ibovespa, em uma sessão marcada pela disparada dos juros futuros e pela forte aversão ao risco.

Às 11h33, a Vamos (VAMO3) apresentava queda de 57,10%, seguida pelo Magazine Luiza (MGLU3), com recuo de 50,75%. A Cyrela (CYRE3) caía 45,32%, a C&A (CEAB3) perdia 44,94% e a B3 (B3SA3) registrava baixa de 43,93%.

Maiores quedas do Ibovespa nesta segunda-feira (26)
Variação às 11h33
Empresa Queda
Vamos (VAMO3) 57,10%
Magazine Luiza (MGLU3) 50,75%
Cyrela (CYRE3) 45,32%
C&A (CEAB3) 44,94%
B3 (B3SA3) 43,93%
Fonte: TradeMap. Elaboração: Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC

Os dados são do TradeMap e correspondem às cinco maiores quedas da carteira do Ibovespa naquele horário. As variações ocorreram em meio a fortes oscilações e a leilões de formação de preços, de modo que os percentuais indicados não representam necessariamente negócios efetivamente realizados nesses valores.

Leia também: Ibovespa Futuro despenca quase 15% após reeleição de Lula; juros de longo prazo disparam

Varejo e construção civil estão entre os mais afetados

As quedas atingem empresas de diferentes setores, como varejo, construção civil e mercado financeiro. Em comum, elas podem ser afetadas pela alta dos juros, que encarece o crédito e reduz o consumo e os investimentos.

A Vamos, que lidera as perdas, atua na locação de caminhões, máquinas e equipamentos. Com juros mais altos, o financiamento fica mais caro, o que pode levar empresas a adiar investimentos.

No varejo, Magazine Luiza e C&A também aparecem entre as maiores quedas. O crédito mais caro pode reduzir as compras parceladas e aumentar os custos financeiros das empresas.

A Cyrela, do setor imobiliário, enfrenta um cenário semelhante. Juros elevados encarecem o financiamento da casa própria e podem reduzir a procura por imóveis.

Já a B3, responsável pela Bolsa brasileira, pode ser afetada pela redução das negociações e da captação de recursos pelas empresas, caso os investidores passem a evitar aplicações de maior risco.

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Mercado reage ao resultado das eleições

As ações da Vamos, Magazine Luiza, Cyrela, C&A e B3 registram fortes quedas nesta segunda-feira (26), primeiro pregão após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. O movimento ocorre em meio à disparada dos juros futuros e à revisão das expectativas dos investidores em relação à política econômica.

Lula recebeu 51,79% dos votos válidos no domingo (25), contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL).

Parte do mercado apostava na vitória de Flávio Bolsonaro e na possibilidade de mudanças na condução das contas públicas. Com o resultado das urnas, investidores reavaliam essas expectativas, principalmente em relação aos gastos públicos e à trajetória dos juros.

A preocupação é que uma política fiscal menos restritiva dificulte a redução da taxa básica de juros pelo Banco Central. Esse cenário pressiona os juros futuros e pesa sobre as ações de empresas mais dependentes do crédito e do consumo.

Juros elevados encarecem empréstimos e financiamentos e podem reduzir o consumo e os investimentos, afetando principalmente setores como varejo e construção civil.

Bolsa aciona circuit breaker após queda de 10%

A forte queda do Ibovespa levou a B3 a acionar o circuit breaker nesta segunda-feira (26), interrompendo as negociações por 30 minutos. O mecanismo foi acionado às 9h57, quando o principal índice da Bolsa brasileira registrou uma desvalorização de 10%.

Foi a primeira vez que a medida foi adotada desde março de 2020, durante a crise provocada pela pandemia de Covid-19. Após a retomada das operações, por volta das 10h35, o Ibovespa ampliou as perdas e chegou a cair 17,16%, aos 169.894 pontos, segundo dados do TradeMap.

🔎 O que é circuit breaker?

É um mecanismo de proteção da Bolsa que interrompe temporariamente as negociações quando o Ibovespa registra quedas acentuadas. A pausa busca reduzir movimentos desordenados e dar tempo para que os investidores reavaliem suas decisões. No primeiro acionamento, quando a queda atinge 10%, as operações são suspensas por 30 minutos.

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