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Como funciona a proteção do dinheiro em um fundo de investimento caso a gestora tenha problemas

Publicado 22/06/2026 • 12:12 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Segregação patrimonial separa dinheiro dos investidores do patrimônio da gestora e do administrador
  • Anbima explica que cotistas podem pedir substituição de prestadores de serviço em assembleia
  • Fundo pode ter perdas de mercado mesmo com proteção contra problemas financeiros das instituições
fundo Dinheiro, moedas e calculadoras

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Dinheiro, moedas e calculadoras

Quem investe em um fundo não está entregando seu dinheiro para que gestora e administrador usem livremente. Segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), os fundos seguem regras específicas sobre como os recursos podem ser aplicados, e um dos principais mecanismos de proteção ao investidor é a separação entre o patrimônio dos cotistas e o das instituições que prestam serviço ao produto.

🔍 Cotistas: nome dado aos investidores que aplicam recursos em um fundo.

Essa separação recebe o nome de segregação patrimonial. O objetivo da segregação é evitar que o dinheiro desses investidores se confunda com o patrimônio da gestora ou do administrador, o que reduz o risco em caso de problemas financeiros ou encerramento das atividades dessas instituições.

“A segregação patrimonial garante que o dinheiro dos investidores não será usado para resolver problemas de terceiros. Essa proteção ajuda a fortalecer a confiança no produto”, afirma Soraia Barros, gerente executiva de fundos de investimento da Anbima.

Segundo ela, caso a saúde financeira dos prestadores de serviço do fundo fique comprometida, os cotistas podem pedir sua substituição em assembleia.

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Fundo tem patrimônio próprio e independente

Para entender a lógica da segregação patrimonial, vale pensar em um condomínio. Os moradores contribuem mensalmente para formar um caixa comum, usado para cobrir as despesas do prédio. O síndico administra esses valores e contrata serviços para a manutenção do local, mas o dinheiro não pertence a ele nem às empresas contratadas. Com os fundos de investimento, a lógica é parecida.

Na prática, o fundo tem patrimônio próprio. A gestora toma as decisões de investimento conforme a estratégia definida no regulamento do produto, enquanto o administrador cuida da parte operacional, das informações prestadas aos cotistas e da verificação do cumprimento das normas. Cada instituição exerce um papel específico, mas os recursos pertencem ao fundo e, portanto, aos investidores.

Proteção não elimina risco do investimento

Vale destacar que essa proteção não significa ausência de risco. Um fundo pode registrar perdas se seus ativos se desvalorizarem por conta das condições de mercado. Um fundo de ações, por exemplo, pode sofrer prejuízos em momentos de queda da bolsa de valores, assim como um fundo de crédito pode ser afetado se alguma empresa da carteira tiver dificuldade para honrar suas dívidas.

“Esses são riscos ligados à estratégia de cada fundo e que precisam ser avaliados antes da aplicação. É importante separar o risco do investimento do risco das instituições envolvidas”, afirma Soraia.

Mesmo com a proteção da segregação patrimonial, a recomendação da Anbima é que o investidor conheça os prestadores de serviço do fundo e acompanhe sua reputação. Informações sobre gestora, administrador e estratégia podem ser consultadas no regulamento e na lâmina. A segregação patrimonial funciona como uma camada de organização que separa o patrimônio dos investidores do das instituições que operam o fundo, sem eliminar os riscos próprios da estratégia escolhida.

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🔍 lâmina: documento que reúne dados sobre objetivos, riscos, custos e prazos de um fundo de investimento, disponibilizado aos cotistas.

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