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Encontro na Casa Branca: Lula leva ministros da Fazenda, Justiça e Energia para reunião com Trump; veja a pauta
Publicado 07/05/2026 • 09:54 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 07/05/2026 • 09:54 | Atualizado há 5 meses
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou na tarde de quarta-feira (6), às 13h35, para os Estados Unidos, onde terá encontro com o presidente Donald Trump nesta quinta-feira (7), 12h (horário de Brasília) na Casa Branca, em Washington.
A comitiva brasileira reúne cinco ministros e o diretor-geral da Polícia Federal. Acompanham o presidente:
Antes da partida, Lula se despediu do vice-presidente Geraldo Alckmin, que assume o comando do Palácio do Planalto até o retorno, na Base Aérea de Brasília.
A reunião vinha sendo articulada desde o fim do ano passado e foi acertada em janeiro, durante telefonema entre os dois presidentes. Inicialmente prevista para março, acabou adiada em meio à escalada de tensão no Oriente Médio, envolvendo a guerra no Irã, além de dificuldades de agenda e prioridades do governo americano.
A reunião acontece em um momento politicamente sensível para Lula. O presidente enfrenta derrotas no Congresso e aparece tecnicamente empatado nas pesquisas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), possível adversário na eleição de outubro.
Leia também: “Visita de trabalho”: Casa Branca confirma encontro entre Lula e Trump
A segurança pública deve ocupar posição central na conversa. O combate ao crime organizado é hoje uma das principais preocupações do eleitorado brasileiro.
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Siga o Times | CNBCEm abril, Brasil e Estados Unidos assinaram um acordo para enfrentar o tráfico internacional de armas e drogas, com troca de dados sobre inspeções alfandegárias, incluindo informações de escaneamento de contêineres enviados dos EUA ao Brasil. A delegação brasileira inclui o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que defende a ampliação da cooperação contra cartéis do narcotráfico, além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ministros de diferentes áreas.
No segundo mandato, Trump elevou o combate ao que chama de “narcoterrorismo” a prioridade e classificou grandes cartéis como organizações terroristas estrangeiras. O argumento foi utilizado na derrubada de Nicolás Maduro na Venezuela.
Leia também: Lula e Trump devem se encontrar nesta semana em Washington
Analistas apontam que o Brasil busca evitar que facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital sejam enquadradas nessa categoria, o que poderia gerar implicações jurídicas e diplomáticas. Para Rebecca Bill Chávez, presidente do Diálogo Interamericano, há preocupação no Brasil com os impactos legais, políticos e de soberania de uma eventual aplicação da legislação antiterrorismo a grupos criminosos nacionais.
Outro ponto de destaque da agenda são as reservas brasileiras de terras raras, essenciais para a produção de bens de alta tecnologia. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial desses minerais, atrás apenas da China.
Os Estados Unidos demonstram interesse em ampliar investimentos no setor. O governo brasileiro afirma que o capital estrangeiro é bem-vindo, mas defende que a exploração esteja vinculada à industrialização local e à geração de empregos qualificados, em parceria com universidades.
Na quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que amplia os poderes do Executivo sobre as terras raras e cria incentivos para o setor privado explorar as reservas. A proposta ainda será analisada pelo Senado.
A relação comercial segue sob pressão. Washington investiga o Brasil por supostas práticas desleais, incluindo o impacto do sistema de pagamentos instantâneos Pix sobre a competitividade de empresas americanas. Lançado em 2020, o Pix superou cartões de crédito e débito no país e registrou sete bilhões de transações apenas em janeiro, segundo o Banco Central.
Em julho do ano passado, os EUA aplicaram tarifas elevadas sobre exportações brasileiras, classificadas por Trump como reação a uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro. Parte dessas tarifas foi posteriormente reduzida.
O governo brasileiro afirma que a orientação é reconstruir a parceria bilateral e ampliar as frentes de negociação, incluindo tecnologia, minerais estratégicos e o programa Redata, voltado à atração de data centers.
Lula viaja a Washington exclusivamente para a reunião e deve retornar ao Brasil logo após a agenda na capital americana.
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