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‘Não muito diferente das tarifas’: Guerra no Irã ameaça aprofundar pior crise de captação de private equity na Ásia em uma década
Publicado 27/03/2026 • 06:25 | Atualizado há 3 horas
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Bolsas de Nova York
Desde a pandemia, os fundos de private equity voltados para a Ásia têm dificuldade em levantar recursos, acumulando ativos envelhecidos e capital não alocado. No fim de 2025, sinais de confiança começaram a surgir: valores de saída aumentaram, investidores voltaram a receber distribuições de caixa e gestoras retomaram planos de lançar novos fundos após anos de paralisação.
Mas esse otimismo foi rapidamente ofuscado pela guerra no Irã, que já dura quatro semanas. A instabilidade nos mercados globais reacendeu a cautela e ameaça reduzir o apetite dos investidores, segundo especialistas do setor.
Andrew Thompson, chefe de gestão de ativos e private equity para Ásia-Pacífico na KPMG, comparou o momento às tarifas impostas no início de 2025: “As pessoas preferem esperar para evitar choques repentinos. É a incerteza que desacelera tudo”, disse à CNBC.
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De acordo com a Bain, os fundos asiáticos levantaram apenas US$ 58 bilhões em 2025 — o quarto ano consecutivo de queda. A participação da região na captação global caiu para 5%.
Ainda assim, o ano terminou com algum alívio: os fluxos líquidos de caixa para investidores (os chamados LPs) ficaram positivos pela primeira vez desde 2021. Além disso, o volume de IPOs e fusões e aquisições na Ásia-Pacífico foi o maior do mundo.
Mesmo com maior seletividade, os grandes gestores continuam atraindo capital. Segundo a PitchBook, cerca de 60 fundos asiáticos ainda buscam fechar captações acima de US$ 1 bilhão cada, representando mais de 10% do capital global em busca de destino.
Entre os destaques:
Se todos atingirem suas metas, apenas esses seis fundos superarão o total arrecadado por todo o setor asiático em 2025.
Apesar da incerteza, alguns analistas mantêm otimismo. Sam Padgett, líder de originação de private equity na Deloitte Ásia-Pacífico, destacou os US$ 240 bilhões em “dry powder” como prova de que o motor de investimentos segue ativo.
Benjamin Lohr, sócio da Herbert Smith Freehills Kramer, também vê sinais positivos: “Não há desaceleração na atividade dos clientes. O interesse em tecnologia, ativos digitais, secundários e crédito privado continua saudável, e o setor imobiliário pode iniciar recuperação.”
Ainda assim, como resume Thompson, da KPMG: “Todos estão esperando por um cenário mais claro. Ninguém sabe quando isso virá, e a incerteza inevitavelmente desacelera o ritmo.”
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