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Os 20 maiores gestores de FIDCs do Brasil: veja quem lidera o novo crédito fora dos bancos
Publicado 23/03/2026 • 16:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/03/2026 • 16:00 | Atualizado há 2 meses
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Foto: Freepik
Os 20 maiores FIDCs do Brasil veja quem lidera o novo crédito fora dos bancos
Em meio a juros elevados e maior cautela por parte dos bancos, o mercado de crédito no Brasil passa por uma transformação relevante. Nesse cenário, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), especialmente os modelos multicedente e multissacado, ganham espaço como alternativa tanto para empresas que buscam recursos quanto para investidores em busca de melhores retornos.
Um levantamento realizado com base em dados públicos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) referentes aos primeiros meses de 2026, mapeou os 20 maiores gestores e consultores desse segmento no país.
O ranking considera o patrimônio líquido (PL) como principal critério, indicador que reflete a escala das operações e o nível de confiança do mercado.
Leia também: Boom do crédito estruturado: FIDCs crescem 22,5%, atraem o varejo e chegam a R$ 741 bilhões
Na liderança aparece a RED Asset, que soma R$ 6,2 bilhões em patrimônio líquido, com crescimento de 8,32% em relação ao estudo anterior, divulgado em julho de 2025.
Em seguida está a Multiplica, com R$ 3,5 bilhões. A terceira posição é ocupada pela Athenabanco, que reúne R$ 3,1 bilhões em PL.
Completam as cinco primeiras posições o Grupo Sifra, com R$ 2,8 bilhões, e o Invista Crédito e Investimentos, que acumula R$ 2,6 bilhões.
Na sequência, aparecem ASA, com R$ 2,6 bilhões, além de IOX/IOSAN, com R$ 2,2 bilhões e Multiplike com 2,1 bilhões. Também integram o grupo dos dez maiores a SRM e a BS Factoring, cada uma com R$ 1,4 bilhão.
O levantamento inclui ainda outras instituições com atuação relevante nesse mercado, como Gávea Securitizadora, ML Bank/Grupo Sarfaty, Golden Asset/AR3 Capital (ASIA), Somacred Consultoria, Soma Asset, Del Monte Factoring Fomento Mercantil, ViaInvest, SB Crédito, Continental e Stars Bank.
O conjunto evidencia o crescimento e a diversificação do ecossistema de FIDCs no país desde o último levantamento.
O avanço desses fundos está diretamente ligado à busca por alternativas ao crédito tradicional. Com bancos mais seletivos, investidores passaram a direcionar recursos para estruturas capazes de oferecer rentabilidade superior ao CDI, aliada à diversificação de risco.
Ao mesmo tempo, empresas encontram nos FIDCs uma forma mais ágil de captação, muitas vezes com condições mais adequadas às suas necessidades.
Leia também: FIDCs oferecem retorno previsível em meio a risco de crédito
Esses fundos operam conectando investidores a carteiras de recebíveis empresariais, criando uma relação direta entre quem precisa de capital e quem deseja investir.
Além disso, contam com mecanismos que ajudam a reduzir riscos, como a subordinação de cotas e a presença de garantias, além de maior transparência nas operações.
Segundo Fabrizio Gueratto, CEO da Gueratto Press, a comparação entre o crédito bancário e as operações estruturadas exige uma análise mais ampla do que apenas a taxa anunciada.
Ele destaca que, no sistema tradicional, encargos adicionais e outros custos podem elevar o valor final da operação, enquanto nos FIDCs a estrutura tende a ser mais previsível por estar diretamente vinculada aos recebíveis.
Para os investidores, esse modelo combina potencial de retorno mais elevado com estruturas de proteção e governança. Já para as empresas, representa uma alternativa mais flexível para acessar recursos.
Leia também: Banco Master: o que são FIDCs? Fundos afetados pela liquidação extrajudicial
A tendência, de acordo com o levantamento, é de continuidade desse movimento. A digitalização do mercado, a expansão do crédito para setores como agronegócio, construção civil e infraestrutura, além de um ambiente de maior apetite por risco, devem impulsionar ainda mais o crescimento dos FIDCs.
Com isso, os FIDCs no Brasil passam a ser menos concentrados nos grandes bancos e mais distribuídos entre diferentes estruturas financeiras, sinalizando uma mudança estrutural no sistema.
Após a publicação, a Tamer Comunicação entrou em contato para questionar os critérios do levantamento. A reportagem apurou o ponto junto à Gueratto Press, que confirmou a metodologia utilizada. Segundo a empresa, o valor de R$ 4,5 bilhões atribuído à Multiplike corresponde ao patrimônio líquido considerando exclusivamente os FIDCs multicedente e multissacado da gestora, com base integral em dados públicos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A reportagem mantém o texto original.
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