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Ouro e prata recuam com avanço do dólar e tom mais duro do Fed

Publicado 18/06/2026 • 15:37 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Ouro e prata caíram fortemente após sinais mais duros do Fed e fortalecimento do dólar, reduzindo a atratividade de ativos sem rendimento.
  • Ouro recuou 3,19% e prata caiu 6,3% na Comex, com pressão adicional do cenário macroeconômico e juros elevados por mais tempo.
  • Apesar do acordo EUA–Irã aliviar parte do risco geopolítico, analistas apontam que o ambiente monetário restritivo dominou o movimento dos metais preciosos.
Lingotes de prata e ouro

Freepik

Ouro e prata

Os preços do ouro e da prata registraram forte queda nesta quinta-feira (18), em meio a um cenário de aversão ajustada ao novo ambiente macroeconômico global. A pressão veio principalmente das sinalizações mais duras do Federal Reserve (Fed), do fortalecimento do dólar e da confirmação de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã.

No mercado de commodities, o ouro com vencimento em agosto na Comex recuou 3,19%, sendo negociado a US$ 4.245,9 por onça-troy. Já a prata, com entrega prevista para julho, teve queda ainda mais acentuada de 6,3%, cotada a US$ 66,319 por onça-troy.

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O movimento ganhou intensidade após a primeira reunião do Fed sob a presidência de Kevin Warsh, marcada por um tom mais rígido na condução da política monetária. A leitura predominante no mercado passou a ser de juros mais elevados por um período prolongado, fator que reduz a atratividade dos metais preciosos por não oferecerem rendimento.

Além disso, o fortalecimento do dólar contribuiu para ampliar a pressão sobre as cotações. Com a moeda norte-americana mais forte, o ouro se torna mais caro para investidores que operam em outras moedas, o que tende a reduzir a demanda global pelo metal.

A confirmação do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, anunciada pelo presidente Donald Trump na quarta-feira (17), também influenciou o sentimento do mercado. Segundo avaliação da TD Securities, no entanto, o impacto positivo desse avanço diplomático acabou ofuscado pelo ambiente macroeconômico mais restritivo e pela postura do Fed.

Para o ING, a comunicação recente do banco central norte-americano enfraqueceu a tese do chamado “debasement trade”, estratégia que sustentava a valorização de ativos como ouro, Bitcoin e franco suíço diante da expectativa de uma postura mais permissiva em relação à inflação.

Já o Saxo Bank destaca que o mercado enfrenta um dilema entre os fatores negativos de curto prazo e os elementos de suporte de longo prazo, que ainda sustentam o interesse por metais preciosos.

No campo das expectativas inflacionárias, analistas chamam atenção para o impacto da queda recente do petróleo, que pode alterar as projeções do Fed para 2026. Ainda é incerto se as estimativas atuais estão superestimadas, mas uma desaceleração mais forte da inflação poderia levar o banco central a revisar suas projeções nos próximos meses.

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