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Ouro fecha em queda com pressão do petróleo e expectativas sobre o Fed

Publicado 06/08/2026 • 15:46 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ouro fecha em leve queda após alta de mais de 3% na sessão anterior, pressionado pelo petróleo.
  • Investidores monitoram inflação dos EUA e próximos passos do Fed sobre juros.
  • Mercado aguarda payroll de julho, com expectativa de 80 mil novas vagas de trabalho.

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O ouro encerrou o pregão desta quinta-feira (6) em leve queda, após a forte valorização de mais de 3% registrada na sessão anterior.

O mercado continuou acompanhando as expectativas em torno de um possível acordo para a retomada da navegação no Estreito de Ormuz, enquanto a ausência de um anúncio sobre o entendimento contribuiu para uma nova alta do petróleo, pressionando os preços dos metais.

Além das movimentações no setor de energia, os investidores permaneceram atentos aos impactos da inflação sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). A expectativa em relação à trajetória dos preços continua como um dos principais fatores para a definição das cotações do ouro e da prata.

Os dirigentes da autoridade monetária americana também aguardam a divulgação dos dados do payroll de julho, prevista para sexta-feira (7).

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato mais líquido do ouro, com vencimento em dezembro, fechou em queda de 0,13%, a US$ 4.299,60 por onça-troy. A prata para setembro recuou 1,09%, encerrando o dia a US$ 61,606 por onça-troy.

Leia mais: Bolsas europeias sobem com balanços corporativos e expectativa sobre Estreito de Ormuz

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No cenário da política monetária dos Estados Unidos, fontes citadas pelo Financial Times indicam que o presidente do Fed, Kevin Warsh, está preparado para elevar as taxas de juros na reunião de setembro, caso os próximos dados de inflação apontem pressão elevada e o mercado amplie as expectativas sobre os custos de empréstimos.

A presidente da distrital do Fed de São Francisco, Mary Daly, afirmou que há motivos para acreditar que choques de oferta não terão impacto prolongado sobre a inflação. Apesar disso, Daly destacou que o Fed precisa permanecer atento e preparado para agir caso as pressões inflacionárias persistam.

Analistas do ING apontaram que o mercado passou a observar com mais atenção, nos últimos dias, os efeitos desinflacionários provocados pela queda dos preços da energia. A redução dos valores no setor energético é vista como um fator capaz de aliviar as pressões inflacionárias.

No mercado de trabalho americano, a expectativa é de recuperação em julho após um desempenho abaixo do esperado em junho. Uma melhora nos dados de emprego poderia reduzir as preocupações relacionadas ao mercado de trabalho e permitir que o Fed concentre sua atenção na meta de inflação de 2% ao ano.

A mediana de 25 estimativas reunidas pelo Projeções Broadcast indica a criação de 80 mil vagas de trabalho em julho. As projeções variam entre 63 mil e 130 mil novos postos. Caso o resultado seja confirmado, representará uma aceleração em relação a junho, quando foram abertas 57 mil vagas.

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