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Ouro fecha semana com alta de 8,6% e registra maior valorização desde janeiro

Publicado 07/08/2026 • 15:38 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ouro registra maior alta semanal desde janeiro, impulsionado por tensões no Oriente Médio e expectativas sobre juros dos EUA.
  • Metal avançou 8,6% na semana, com investidores buscando proteção diante de incertezas econômicas.
  • Bancos centrais seguem sustentando a demanda por ouro, enquanto China amplia reservas do ativo.
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O ouro encerrou a sexta-feira (7) em alta e registrou sua maior valorização semanal desde janeiro, impulsionado pelo aumento das preocupações com o conflito do Oriente Médio, pela divulgação de dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos e pelo avanço das expectativas de que o Federal Reserve (Fed) mantenha as taxas de juros na próxima reunião.

A perspectiva de manutenção dos juros ampliou o interesse por ativos que não oferecem rendimento, como o ouro. O ambiente de incertezas econômicas e geopolíticas também fortalecey a busca pelo metal como alternativa de proteção.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para dezembro subiu 2,33%, encerrando o pregão a US$ 4.399,7 por onça-troy.

Na semana, a valorização acumulada chegou a aproximadamente 8,6%. A prata para setembro também avançou 3,07%, com fechamento a US$ 63,499 por onça-troy.

Segundo a Capital Economics, o ouro ganhou atratividade como ativo alternativo diante do cenário de incertezas econômicas e geopolíticas. A consultoria avalia que, após a intervenção no iene na semana anterior, aumentou a possibilidade de o governo dos Estados Unidos pressionar autoridades estrangeiras para evitar vendas de ativos denominados em dólar.

Leia mais: Bolsas da Europa fecham em alta após payroll dos EUA reforçar expectativa sobre juros do Fed

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A análise aponta ainda que a demanda dos bancos centrais deve permanecer como uma fonte relevante e constante de sustentação aos preços do ouro. Para a Capital Economics, a permanência do metal acima da tendência histórica de longo prazo está relacionada à força dessa demanda institucional.

A consultoria também afirma que o movimento de busca pelo ouro não representa necessariamente um processo de desdolarização mas está associado à proteção contra riscos fiscais, inflacionários e geopolíticos.

As compras de ouro realizadas por bancos centrais desaceleraram em 2026, de acordo com a análise da consultoria. A redução pode estar relacionada à forte valorização do metal, impulsionada por movimentos especulativos.

Apesar da desaceleração, a Capital Economics avalia que a demanda institucional pode voltar a ganhar força caso os bancos centrais consigam realizar operações cambiais sem provocar preocupações do governo dos Estados Unidos em relação aos impactos no mercado de títulos americanos. Esse cenário pode contribuir para sustentar os preços do ouro no médio e longo prazo.

Na China, o Banco do Povo da China (PBoC) vem ampliando suas reservas de ouro em Hong Kong, segundo informações da Bloomberg. As compras recentes reforçam um movimento de longo prazo no qual parte do ouro armazenado em Londres tem sido retirada, com uma parcela das reservas transferida novamente para a China.

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