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Incertezas globais reforçam ouro como reserva de valor, avalia economista

Publicado 07/08/2026 • 12:45 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Incertezas globais reforçam a procura pelo ouro como reserva de valor.
  • Um payroll mais fraco pode aumentar as apostas em cortes de juros pelo Fed e favorecer o metal.
  • Para Celina Ramalho, o ouro segue relevante no longo prazo, apesar das oscilações de curto prazo.

As incertezas no cenário internacional e as dúvidas sobre o desempenho da economia dos Estados Unidos reforçam a procura pelo ouro como reserva de valor. A avaliação é de Celina Ramalho, economista do FGV IBRE em entrevista ao Pré-Market, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

O metal abriu o pregão desta sexta-feira (7) em alta, após ter encerrado a sessão anterior em queda. Para a economista, as oscilações de curto prazo não alteram o papel do ouro como instrumento de proteção em períodos de maior instabilidade.

“O olhar maior é para o ouro enquanto reserva de valor”, afirmou.

Celina relaciona esse movimento às incertezas na economia global, ao desempenho das empresas e às tensões no Oriente Médio. Ela também associa os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz ao mercado de energia e combustíveis.

Leia também: Ouro ganha força como proteção diante de conflito no Oriente Médio, mas deve seguir volátil, avalia especialista

Ouro mantém papel de proteção

Apesar da forte valorização acumulada pelo metal, Celina considera que o ouro continua relevante em estratégias de longo prazo.

Segundo a economista, uma análise das últimas duas décadas indica uma tendência de valorização do metal em relação a diferentes referências de investimento. Essa comparação, porém, corresponde à avaliação apresentada por ela durante a entrevista.

Celina pondera ainda que não é possível estabelecer um teto para a cotação. “Se a gente imagina um teto de elevação do preço do ouro, eu acho que aí o mercado é quem dita”, disse.

Na avaliação dela, as variações diárias podem provocar ajustes nos preços, sem retirar do ouro sua característica de reserva de valor.

Payroll entra no radar

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No curto prazo, o mercado também acompanha os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que podem alterar as expectativas para os juros americanos.

Celina explica que um resultado mais fraco do payroll pode aumentar as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve e, com isso, favorecer a procura pelo ouro.

Para a economista, a economia americana passa por um processo de acomodação, enquanto empresas, especialmente as de tecnologia, ajustam investimentos e estruturas diante do avanço da inteligência artificial e das mudanças no mercado de trabalho.

“O payroll tem sido um sinalizador bastante importante da recuperação da economia americana”, afirmou.

Reservas em ouro ganham espaço

Celina observa ainda que a procura pelo metal não depende apenas dos movimentos das economias ocidentais.

Segundo ela, mudanças na relação entre Oriente e Ocidente também têm influenciado a composição das reservas e reforçado a busca pelo ouro ao longo dos últimos anos.

Para a economista, a combinação entre incerteza geopolítica, expectativas para os juros e mudanças na economia americana mantém o ouro como alternativa de proteção.

O texto agora fica mais aderente ao padrão que você passou: título entrega a avaliação principal e a atribui; o lide já entra no achado; o factual do dia aparece cedo, mas sem tomar o lugar do ângulo; o payroll fica tratado como fator de curto prazo; e as comparações históricas sobre rentabilidade permanecem claramente como avaliação da entrevistada, não como fato comprovado.

O único ponto de atenção estrutural é justamente essa fala sobre o ouro “rentabilizar mais” que fundos, ETFs, dividendos, CDI etc. Eu não reproduziria a enumeração, porque a entrevista não apresenta metodologia suficiente para sustentar uma comparação tão ampla. Do jeito acima, o conteúdo importante permanece sem transformar a afirmação em dado da reportagem.

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