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Ouro

Ouro fecha em queda, mas reduz perdas durante pregão marcado por tensão entre EUA e Irã

Publicado 03/11/2026 • 16:23 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Ouro recua 0,73% e fecha a US$ 3.940,40 por onça-troy, enquanto a prata cai 2,23%, em pregão marcado pelas tensões entre EUA e Irã.
  • Investidores acompanham negociações entre Washington e Teerã, eleições americanas e dados do payroll, de olho nos próximos passos do Federal Reserve.
  • Capital Economics projeta novas quedas para o ouro, enquanto compras de bancos centrais avançam 42% e atingem 321 toneladas no trimestre.
Barras de ouro

O ouro encerrou a sessão desta terça-feira (3) com desvalorização de 0,73%, cotado a US$ 3.940,40 por onça-troy nos contratos para dezembro negociados na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex). Apesar do resultado negativo, o metal recuperou parte das perdas ao longo do pregão e se afastou das mínimas do dia.

A prata também terminou em baixa. Os contratos para dezembro recuaram 2,23%, com encerramento a US$ 49,75 por onça-troy.

O movimento dos metais preciosos acompanhou as oscilações do petróleo, em um pregão marcado pelas negociações entre Estados Unidos e Irã. Entre os acontecimentos monitorados pelos investidores estavam o ataque americano à ilha iraniana de Qeshm e os sinais de avanço nas conversas entre Washington e Teerã, mediadas pelo Catar, em busca de um acordo para encerrar a guerra.

A preocupação com os efeitos inflacionários da alta dos preços da energia continuou pressionando as cotações do ouro. Nesse cenário, os investidores também acompanharam os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Outro fator de atenção é o relatório de emprego americano, conhecido como payroll, cuja divulgação está prevista para sexta-feira (6). Os dados são acompanhados pelo mercado em busca de indicações sobre os próximos movimentos do Federal Reserve (Fed). Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, os investidores precificam majoritariamente uma alta dos juros na reunião de dezembro do banco central.

A Capital Economics mantém uma perspectiva de desvalorização para o metal, mesmo diante da expectativa de continuidade das compras por bancos centrais. Para a consultoria, essas aquisições devem representar uma fonte recorrente de demanda e contribuir para sustentar os preços nos próximos anos, mas não serão suficientes para evitar uma correção.

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A instituição considera possível que a cotação recue ainda mais e fique abaixo de US$ 4.000 por onça-troy. A própria consultoria classifica essa projeção como não consensual.

“Acreditamos que as compras dos bancos centrais serão superadas por outros fatores, o que embasa nossa visão não consensual de que o preço do ouro cairá ainda mais abaixo de US$ 4.000 por onça.”

Os dados sobre a demanda também apontam mudanças nas perspectivas para o mercado. O Conselho Mundial do Ouro (WGC) reduziu de 400 toneladas métricas para 200 toneladas métricas sua estimativa de crescimento dos investimentos em ouro neste ano. Segundo informações divulgadas pela Reuters, a revisão está relacionada ao enfraquecimento da procura por barras e moedas do metal.

Por outro lado, as compras de ouro por bancos centrais cresceram 42% e alcançaram 321 toneladas. O volume considera tanto as aquisições oficialmente informadas quanto as estimadas pelo WGC e representa o maior resultado trimestral desde o quarto trimestre de 2024.

Entre as compras oficialmente reportadas, Polônia e China apareceram como os principais compradores.

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