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CNBCFed mantém juros entre 3,75% e 4% apesar da inflação persistente

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Ouro e prata fecham em queda antes de decisão do Fed sobre juros nos EUA

Publicado 28/10/2026 • 15:00 | Atualizado há 15 minutos

KEY POINTS

  • Ouro e prata fecham em queda de 0,56% e 1,55%, respectivamente.
  • Investidores monitoram sinais do Fed sobre os juros nos EUA e a trajetória da política monetária em 2027.
  • Dólar forte e inflação pressionam os metais, enquanto o petróleo supera US$ 100 por barril.
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Foto: Canva

O ouro e a prata fecharam em queda nesta quarta-feira (28), em meio à cautela dos investidores diante da decisão de política monetária dos Estados Unidos e das perspectivas para os juros nos próximos meses. Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para dezembro recuou 0,56%, a US$ 4.051,6 por onça-troy. Já a prata, também com vencimento em dezembro, perdeu 1,55%, cotada a US$ 53,666 por onça-troy.

As expectativas em torno do Federal Reserve (Fed), banco central americano, concentraram as atenções do mercado. Segundo o MUFG, os preços já refletiam amplamente a perspectiva de manutenção das taxas de juros, sem expectativa de aperto monetário na decisão em questão. A principal preocupação dos investidores estava no tom dos comentários da autoridade monetária e nas indicações sobre a trajetória dos juros em 2027.

Uma comunicação mais hawkish, ou seja, favorável a uma política monetária mais restritiva, poderia aumentar a pressão sobre os metais preciosos. De acordo com a Sucden Financial, a possibilidade de o Fed manter aberta a perspectiva de elevar os juros em dezembro também permanecia entre os fatores que limitavam o desempenho das cotações. Como não oferecem rendimento, o ouro e a prata tendem a perder atratividade em cenários de juros mais elevados.

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A agenda econômica dos Estados Unidos também estava no radar dos investidores. Para esta quinta-feira (29), estavam previstas as divulgações do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), indicador de inflação, e dos resultados do Produto Interno Bruto (PIB) referentes ao terceiro trimestre. Os dados poderiam ajudar a esclarecer as perspectivas para a política monetária americana e os próximos movimentos das taxas de juros.

Além das decisões do Fed, outros fatores poderiam dificultar uma recuperação sustentada dos metais. A Kotak Neo destacou o fortalecimento do dólar, a inflação elevada, impulsionada pelos preços da energia, e a margem limitada para flexibilização monetária como elementos de pressão sobre as cotações. Por outro lado, a instituição avaliou que a ausência de uma elevação imediata dos juros poderia oferecer sustentação temporária aos preços.

No mercado de petróleo, a commodity voltou a registrar forte valorização nesta quarta-feira (28), com cotações acima de US$ 100 por barril. Mais cedo, no mesmo dia, o Banco Mundial afirmou que os preços deveriam subir 32% ao longo do ano.

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