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Ouro fecha estável em meio à tensão no Oriente Médio e temores de inflação global
Publicado 08/06/2026 • 15:45 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 08/06/2026 • 15:45 | Atualizado há 4 meses
Pixabay
Barras de ouro
A cotação do ouro fechou praticamente estável, sem direção definida, nesta segunda-feira (8) após uma sessão marcada por forte volatilidade. Os investidores monitoraram a evolução do conflito no Oriente Médio, depois que Irã e Israel interromperam temporariamente os ataques mútuos iniciados durante a madrugada. A trégua reduziu parte da busca por ativos de proteção, mas as preocupações com a oferta global de energia continuaram no radar.
O contrato futuro de ouro para agosto encerrou a sessão com leve recuo de 0,04%, cotado a US$ 4.363,40 por onça-troy. A prata para julho também fechou em baixa, de 0,75%, a US$ 68,585.
Durante o pregão, o ouro chegou a ser negociado abaixo de US$ 4.300, renovando o menor nível desde dezembro de 2025. A queda, porém, perdeu força ao longo do dia. Para analistas do TD Securities, apesar da interrupção momentânea das hostilidades, o ambiente geopolítico segue instável e ainda distante de uma solução capaz de normalizar o fluxo de petróleo na região.
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Siga o Times | CNBCA consultoria avalia que os riscos para o mercado de energia permanecem elevados, cenário que tende a sustentar pressões inflacionárias globais. Nesse contexto, cresce a percepção de que o Federal Reserve poderá manter uma postura mais rígida em relação aos juros, fator que costuma limitar o desempenho dos metais preciosos. A próxima referência para os investidores será a divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, prevista para quarta-feira, 10.
O banco japonês MUFG compartilha avaliação semelhante e destaca que as interrupções recorrentes no Estreito de Ormuz continuam apoiando os preços do petróleo. Somados aos indicadores econômicos mais fortes da economia americana, esses fatores reforçam as apostas de juros elevados por um período mais prolongado.
Já o Citi Research avalia um cenário alternativo para o ouro. Segundo a instituição, caso as restrições à navegação na região persistam até setembro, a desaceleração da demanda pelo metal pode ganhar força e levar as cotações para perto de US$ 3.500 por onça-troy, patamar observado cerca de dez meses atrás.
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