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Ouro registra segunda alta consecutiva com recuo dos juros dos Treasuries

Publicado 17/09/2026 • 15:32 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ouro avança pelo 2º dia seguido, com alta de 0,28%, a US$ 4.399,70 por onça-troy.
  • Prata sobe 1,82%, enquanto petróleo e juros dos Treasuries recuam.
  • Perspectivas seguem divididas, com demanda de bancos centrais e cenário macroeconômico no radar para o ouro.
Barras de ouro

Foto: Unsplash

Na quinta-feira (17), o ouro registrou a segunda sessão consecutiva de alta, em movimento acompanhado pelo avanço da prata. Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para dezembro subiu 0,28%, para US$ 4.399,7 por onça-troy. A prata para dezembro teve valorização de 1,82% e encerrou o dia a US$ 66,09 por onça-troy.

A alta do ouro ocorreu em meio à queda dos preços do petróleo e ao recuo dos juros dos Treasuries. O movimento ocorreu um dia depois de o Federal Reserve (Fed) elevar os juros, em uma decisão amplamente esperada que não sinalizou necessariamente uma postura mais rígida nas próximas etapas da política monetária americana.

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Para Ahmad Assiri, estrategista da Pepperstone, o ouro permanece dentro de uma faixa de preços, com riscos tanto de alta quanto de baixa. Segundo ele, o forte movimento de valorização observado no início do ano está em pausa, embora possa ser retomado posteriormente. Entre os fatores que podem sustentar uma eventual retomada, Assiri cita a demanda dos bancos centrais, a incerteza macroeconômica e as preocupações fiscais.

Na avaliação do estrategista, a trajetória dos preços do petróleo e seus impactos sobre a política do Fed será a principal variável para o comportamento do ouro até o fim do ano.

A Capital Economics, por sua vez, atribui parte significativa da queda recente nos rendimentos dos títulos públicos de longo prazo ao alívio provocado pelos preços mais baixos do petróleo. A consultoria também aponta a influência de notícias relacionadas à condução da política monetária do Fed. Para o curto prazo, a Capital Economics avalia que o banco central americano, sob a liderança de Kevin Warsh, tenderá a adotar uma postura mais hawkish.

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