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Ouro

Ouro recua 0,47% e termina abaixo de US$ 4.300 com avanço do dólar e dos juros dos Treasuries

Publicado 24/09/2026 • 15:40 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ouro recua 0,47% e fecha a US$ 4.298 por onça-troy; prata cai 1,48%.
  • Dólar e juros dos Treasuries sobem, pressionando os metais diante de expectativas de uma política monetária mais dura do Fed.
  • Inflação segue no foco do Fed, enquanto analista aponta forte demanda institucional como possível suporte ao ouro no médio e longo prazo.

Foto: Freepik.

O ouro terminou o pregão desta quinta-feira (24), em queda, com o contrato mais líquido negociado na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), recuando 0,47%. O vencimento para dezembro encerrou a sessão a US$ 4.298,0 por onça-troy, abaixo da marca de US$ 4.300.

A prata para dezembro acompanhou o movimento e caiu 1,48%, para US$ 64,00 por onça-troy.

A pressão sobre os metais ocorreu em meio ao avanço dos preços do petróleo e às perspectivas de uma política monetária mais rígida do Federal Reserve (Fed) para conter a inflação. Esse cenário contribuiu para a alta dos juros dos Treasuries e do dólar, movimentos apontados como negativos para o preço do ouro.

As expectativas em relação à inflação americana também foram reforçadas por declarações de dirigentes regionais do Fed. Anna Paulson, presidente do Fed da Filadélfia, afirmou que o banco central pode precisar voltar a elevar os juros para conter a inflação. Ela classificou a inflação como “persistentemente elevada” e disse que o mercado de trabalho permanece estável. Na avaliação de Paulson, a estabilidade de preços exige mais atenção neste momento entre os dois componentes do duplo mandato do Fed.

Beth Hammack, presidente do Fed de Cleveland, também afirmou que a inflação nos Estados Unidos continua elevada. Para ela, a forte demanda por bens sustenta os preços, enquanto os riscos para a inflação permanecem inclinados para cima.

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Ipek Ozkardeskaya, analista sênior da Swissquote, avalia que o fortalecimento do dólar e a elevação dos rendimentos dos títulos americanos devem manter o ouro sob pressão. De acordo com a analista, esses fatores elevam o custo de oportunidade de manter o metal, que não gera juros.

Ao mesmo tempo, Ozkardeskaya aponta a possibilidade de sustentação dos preços do ouro no médio e longo prazo diante do forte interesse de investidores institucionais.

A analista também destaca uma mudança na relação entre o metal e os Treasuries de 10 anos. Segundo ela, o ouro passou a apresentar menor sensibilidade às variações dos rendimentos desses títulos. Em períodos mais longos, o metal se valorizou mesmo com a elevação dos rendimentos americanos, inclusive durante a transição dos rendimentos reais para território positivo.

Para Ozkardeskaya, esse comportamento indica que muitos investidores passaram a desconsiderar o custo de oportunidade relacionado à ausência de títulos do Tesouro dos EUA em suas carteiras.

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