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Ouro recua 1,33% em meio à alta do dólar e à pressão dos juros americanos

Publicado 23/09/2026 • 16:58 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ouro recuou 1,33% em meio à alta do dólar, dos Treasuries e das tensões entre EUA e Irã.
  • Petróleo voltou a subir, com Brent avançando para US$ 102 diante das incertezas sobre o Estreito de Ormuz.
  • Expectativas de novas altas de juros pelo Fed pressionaram os metais e reduziram o apelo do ouro.
Barras de ouro.

Pixabay

Barras de ouro

O ouro encerrou a sessão desta quarta-feira (23) em queda de 1,33%, a US$ 4.318,4 por onça-troy, no contrato para dezembro negociado na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). A prata para dezembro recuou 2,35%, para US$ 66,96 por onça-troy.

A baixa dos metais ocorreu em um ambiente de valorização do dólar americano e de alta dos juros dos Treasuries, além das expectativas de uma postura mais hawkish do Federal Reserve. O cenário também foi marcado pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã.

No mercado de petróleo, o Brent interrompeu uma sequência de cinco sessões de queda e avançou para US$ 102 por barril. A retomada da alta ocorreu em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã. Declarações de autoridades iranianas praticamente afastaram a possibilidade de um acordo de curto prazo para a liberação do Estreito de Ormuz.

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A situação do estreito ganhou novos contornos após o presidente iraniano, Masou Pezeshkian, afirmar, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que a navegação livre pela região somente será retomada depois da suspensão das sanções contra o regime iraniano. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também alertou autoridades europeias sobre o apoio delas aos Estados Unidos e a Israel.

Enquanto isso, dirigentes do Federal Reserve demonstraram preocupação com as perspectivas para a inflação após a elevação dos juros promovida pelo banco central na semana anterior, a primeira em três anos. A alta dos juros é apontada como um fator de pressão sobre o ouro.

O diretor do Fed Michael Barr afirmou nesta quarta-feira que provavelmente serão necessárias novas altas de juros para levar a inflação à meta de 2% do banco central. Na plataforma FedWatch, do CME Group, o mercado elevou a expectativa de uma alta de 50 pontos-base nos juros americanos até dezembro.

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