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Petrobras não vê risco para exportações de petróleo com guerra no Oriente Médio
Publicado 08/03/2026 • 17:29 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 08/03/2026 • 17:29 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Armando Paiva/Petrobras
O diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Cláudio Schlosser, durante coletiva de imprensa sobre os resultados financeiros de 2025
A guerra contra o Irã não deve afetar as exportações da Petrobras para mercados como Índia, China e Coreia do Sul. Segundo o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Claudio Romeo Schlosser, a maior parte do petróleo exportado pela companhia utiliza rotas que não passam por áreas ameaçadas pelo conflito.
“Não vejo risco à exportação de petróleo”, disse Schlosser na sexta-feira (6), durante coletiva de imprensa. De acordo com o executivo, o mesmo vale para embarques destinados à Europa, que seguem por rotas diferentes das regiões mais sensíveis da escalada militar no Oriente Médio.
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No caso das importações, Schlosser afirmou que a companhia também não identifica ameaças relevantes. A Petrobras importa para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) um petróleo específico, o Árabe Leve, utilizado na produção de lubrificantes. Segundo ele, esse fornecimento pode ser feito por diferentes rotas e, preferencialmente, sai pelo Mediterrâneo, o que não deve comprometer o abastecimento.
O diretor relatou ainda que a Petrobras redirecionou uma carga de óleo combustível que seguiria para a região próxima ao Golfo Pérsico. O embarque foi enviado para Singapura, sem impacto comercial para a companhia. Segundo Schlosser, tratava-se de “uma carga só”, direcionada a um mercado com “liquidez bastante grande”.
Ele acrescentou que a empresa também não vê ameaças relevantes na frente de combustíveis. As exportações de gasolina seguem principalmente para a África e os Estados Unidos, em rotas fora da zona de conflito, enquanto a importação de diesel pela Petrobras não é significativa.
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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o cenário internacional segue marcado por forte volatilidade e que o preço do petróleo pode oscilar significativamente, com projeções que variam entre US$ 53 e US$ 180 por barril.
Magda comparou o momento atual ao início da pandemia de Covid-19, quando houve corrida da população aos supermercados diante do temor de falta de papel higiênico. Segundo ela, não há lógica econômica para uma disparada extraordinária no preço do botijão de gás de cozinha. “É especulação. Se todo mundo correr para comprar, vai aumentar o preço”, afirmou.
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