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Saída de capital estrangeiro pressiona o mercado acionário brasileiro
Publicado 07/05/2026 • 22:30 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 07/05/2026 • 22:30 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
A saída de capital estrangeiro e a realização de lucros após um período de forte valorização explicam o tombo recente do mercado acionário brasileiro.
Alexandre Espírito Santo, economista da WAY Investimentos, explicou que o movimento é uma reversão do fluxo que impulsionou o índice anteriormente: “Tivemos uma forte alta com a entrada de capital estrangeiro que levou o Ibovespa acima de 190 mil pontos, mas de uns dez dias para cá, esse mesmo capital começou a sair e pressionar as cotações. O investidor estrangeiro está realizando uma parte do lucro elevado que teve neste ano”.
“As estatísticas não são confortáveis; temos uma dívida crescente e um déficit fiscal crônico, o que deixa os investidores ressabiados. Talvez seja melhor esperar um cenário mais claro da eleição e ver propostas de ajuste fiscal, pois sem isso teremos problemas nos próximos cinco anos”, analisou em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Sobre a possibilidade de o Ibovespa atingir a marca histórica de 200 mil pontos, Santo condicionou esse avanço a mudanças estruturais na política econômica. “Se fizermos um ajuste fiscal, acho que tem espaço para uma alta significativa e buscar acima de 200 mil pontos, mas precisamos sinalizar políticas que consertem o problema fiscal. Por enquanto, é provável que a bolsa fique patinando em torno do patamar atual enquanto o mercado aguarda definições”
Em relação ao câmbio, o especialista destacou que a atuação do Banco Central indica que o dólar encontrou um piso próximo dos cinco reais. Ele explicou que o Banco Central realizou operações de swap para avaliar se a valorização do real foi excessiva, já que níveis abaixo de 4,90 reais por dólar poderiam gerar desajustes nas contas externas. Segundo ele, o saldo de comércio de bens e serviços está negativo em cerca de 2,8% do PIB, o que não é considerado confortável.
“Enquanto não tivermos uma decisão se a guerra se interrompe definitivamente, é melhor ter um câmbio em torno de 4,90 dólares a 5,00 dólares, que é mais confortável para o balanço de pagamentos e para o controle inflacionário no mundo inteiro”, concluiu o entrevistado.
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