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“Edir Macedo não integra gestão do Digimais”, afirma Unicom, da Universal

Publicado 24/06/2026 • 07:32 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Nota oficial divulgada na noite desta terça (23) informa que a condução das atividades do banco é de responsabilidade exclusiva dos executivos e profissionais legalmente habilitados para responder perante os órgãos reguladores.
  • Mais de 50 policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão contra o Digimais expedidos pela Justiça Federal em São Paulo.
Digimais

Divulgação

O Departamento de Comunicação da Igreja Universal, Unicom, divulgou, na noite desta terça-feira (23), nota oficial afirmando que a administração do Banco Digimais era conduzida por profissionais com atividade exclusiva na instituição financeira e que a gestão não tem ligação com o bispo Edir Macedo.

O posicionamento do grupo ocorreu no final da noite de ontem (23) nas redes sociais, após, durante a manhã, mais de 50 policiais federais cumprirem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Leia também: Eventual liquidação do Digimais pode elevar fatura do FGC para R$ 60 bilhões

O texto publicado nas redes sociais enfatiza que os profissionais do Digimais são os responsáveis “habilitados” a responder perante às autoridades legais.

“Em relação às investigações envolvendo o nome do Banco Digimais, informamos que o Bispo Edir Macedo não integra a administração executiva nem participa da gestão operacional, financeira ou contábil da instituição. A condução das atividades é de responsabilidade exclusiva dos executivos e profissionais legalmente habilitados para responder perante os órgãos reguladores. Reiteramos nossa plena confiança na lisura das apurações conduzidas pelas autoridades competentes. Os advogados acompanham o processo de perto para garantir a rápida elucidação da verdade”, diz a nota da Unicom.

Quem são os investigados?

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Segundo dados da Polícia Federal, entre os alvos das buscas estão João Urbaneja e seu filho, Thiago Urbaneja, responsáveis pela gestão executiva do Digimais. A PF também cumpriu mandados nas residências dos executivos do banco: Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e Rodrigo Ruggero.

Edir Macedo não foi alvo de buscas, mas teve seu pedido de quebra de sigilo fiscal autorizado pela justiça. Os agentes também estiveram em endereços de José Roberto Giancoli Filho e Rodrigo Balassiano, sócios da ID, gestora dos fundos ligados ao Digimais.

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Agência de risco Fitch

Na segunda-feira (22), a agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating nacional do banco Digimais para “CCC (bra)”, ante “BB+(bra)”. Segundo a avaliação, a margem de segurança da instituição é “muito baixa”.

A Fitch afirmou ainda que havia uma possibilidade real de complicações futuras na gestão do banco, diante das incertezas relevantes em relação ao seu perfil financeiro e à possibilidade de ordem de liquidação por parte do Banco Central.

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