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Ouro recua após alta do dólar e apostas em juros nos EUA
Publicado 24/06/2026 • 15:56 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 24/06/2026 • 15:56 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Freepik
Os metais preciosos encerraram o pregão desta quarta-feira (24) em forte queda, ampliando o movimento negativo observado ao longo da semana. O Ouro e a prata sofreram pressão principalmente da valorização do dólar norte-americano e do aumento das expectativas de alta dos juros.
No mercado futuro da Comex/Nymex, o ouro com vencimento em agosto caiu 3,39% e encerrou o dia cotado a US$ 4.008,8 por onça-troy. Durante a sessão, o metal chegou a operar abaixo de US$ 4.000 na mínima intradiária.
Já a prata, com contrato para julho, recuou 6,42% e fechou a US$ 58,087 por onça-troy.
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A principal pressão sobre os metais veio do fortalecimento do dólar americano. O índice DXY atingiu o maior nível em mais de um ano, tornando os metais preciosos mais caros para investidores que operam em outras moedas e reduzindo a demanda.
Ao mesmo tempo, aumentaram as apostas de que o Federal Reserve possa adotar uma postura mais restritiva e retomar altas de juros nos Estados Unidos ainda em 2026. Entre os fatores citados estão o tom mais “duro” da última reunião do banco central e a persistência de preocupações inflacionárias associadas ao conflito com o Irã.
Ao longo do dia, o ouro encontrou algum suporte na queda dos preços do petróleo. A desvalorização do petróleo tende a reduzir expectativas inflacionárias e, em teoria, a pressionar para baixo os rendimentos dos Treasuries dos EUA, o que normalmente favorece o ouro.
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No entanto, esse efeito não foi suficiente para compensar a pressão do dólar forte e das expectativas de juros mais altos.
Segundo análise do ING, a correção recente do ouro ocorre após recordes alcançados no início do ano. O banco observa que, embora o cenário geopolítico e as compras de bancos centrais sustentem o metal, o mercado tem dado mais peso às perspectivas de juros elevados e condições financeiras mais restritivas.
Para o ING, isso indica uma mudança no comportamento dos investidores: o ouro perde parte de seu apelo como ativo de proteção (“porto seguro”) e passa a reagir mais fortemente ao ambiente de juros.
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Investidores voltam agora as atenções para a divulgação do índice PCE (Personal Consumption Expenditures), um dos principais indicadores de inflação acompanhados pelo Federal Reserve. O resultado pode influenciar as expectativas sobre a política monetária norte-americana.
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