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Petrobras pesa e Ibovespa recua; queda do petróleo pressiona a bolsa brasileira

Publicado 24/06/2026 • 18:03 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Ibovespa fechou em queda de 0,44%, aos 170.507 pontos, pressionado principalmente pela desvalorização do petróleo e pelo recuo de ações ligadas a commodities como Petrobras, Prio e mineradoras.
  • A queda do petróleo foi influenciada pela percepção de normalização no Estreito de Ormuz, o que reduziu preocupações geopolíticas e levou à terceira sessão consecutiva de baixa da commodity.
  • Apesar da pressão sobre commodities, ações de consumo, varejo e construção subiram com a queda dos juros futuros, com destaque para C&A, Cyrela e Assaí entre as maiores altas do índice.

O Ibovespa fechou a sessão desta quarta-feira (24) em baixa de 0,44%, aos 170.507 pontos, em um pregão pressionado pela queda do petróleo e pelo recuo de ações de peso ligadas a commodities.

O movimento refletiu uma sessão de realização no mercado brasileiro, em meio à diminuição das preocupações com a navegação no Estreito de Ormuz. A normalização do fluxo na região ajudou a derrubar os preços do petróleo pelo terceiro dia consecutivo, pressionando petroleiras como Petrobras e Prio.

Segundo Fabio Louzada, economista, planejador financeiro e fundador da B7 Business School, a queda da commodity teve impacto direto sobre os papéis do setor. “Com a queda do petróleo, embalada pela diminuição das preocupações em relação à navegação no Estreito de Ormuz, caem também petrolíferas como Petrobras, PRIO, PetroRecôncavo e Brava Energia”, afirmou.

Além do petróleo, o recuo de Vale e mineradoras também contribuiu para a baixa do índice. Para Louzada, o ambiente externo segue pesando sobre mercados emergentes, diante da percepção de que os juros globais devem permanecer restritivos por mais tempo.

“Sem dúvidas, a percepção de que o ciclo de juros globais continuará restritivo por mais tempo reduz o apetite por ativos de risco em mercados emergentes e favorece a migração de capital para títulos americanos”, disse.

Na ponta positiva, a queda dos juros futuros abriu espaço para ganhos em ações de consumo, varejo e construção. Entre os destaques de alta apareceram C&A Modas, Cyrela, Assaí, Vivara e Hypera.

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Maiores altas

Empresa Código Variação no dia (%) Fechamento (R$/ação)
C&A Modas CEAB3 8,87% R$ 10,68
Cyrela CYRE3 4,17% R$ 22,50
Assaí ASAI3 4,16% R$ 8,27
Vivara VIVA3 3,52% R$ 22,65
Hypera HYPE3 3,25% R$ 20,99
Fonte: RocketTrader

As maiores altas ficaram concentradas em papéis ligados a consumo, varejo e construção, setores mais sensíveis à curva de juros. C&A liderou os ganhos do índice, seguida por Cyrela e Assaí.

Maiores baixas

Empresa Código Variação no dia (%) Fechamento (R$/ação)
CSN CSNA3 -3,99% R$ 5,06
Azzas AZZA3 -3,93% R$ 19,31
Marfrig MRFG3 -3,93% R$ 16,14
Prio PRIO3 -3,57% R$ 54,10
Petrobras PETR3 -2,68% R$ 42,80
Fonte: RocketTrader

Do lado negativo, CSN liderou as perdas, em uma sessão também pressionada por commodities. Prio e Petrobras ficaram entre os destaques de baixa, acompanhando o recuo do petróleo no exterior.

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