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Crédito fácil e baixa educação financeira impulsionam endividamento entre jovens
Publicado 23/04/2026 • 18:56 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 23/04/2026 • 18:56 | Atualizado há 2 horas
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O crescimento do endividamento entre jovens e a incapacidade de 87% da população de realizar cálculos financeiros básicos revelam uma crise de comportamento diante do crédito fácil, afirmou Luis Salvatore, presidente do Instituto Brasil Solidário, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ele, a digitalização bancária ampliou o acesso ao dinheiro, mas sem preparo equivalente dos usuários. “A inclusão bancária é incrível, mas traz o crédito fácil na palma da mão. A sociedade consegue estabelecer um crédito e gastar livremente sem se preocupar com planejamento ou com o fato de que pode acabar pagando o dobro ou o triplo desse valor”.
Para Salvatore, a demanda reprimida por consumo no Brasil agrava a situação de quem não domina conceitos matemáticos simples. “É uma questão de demanda complexa. Quando você tem facilidade de acesso, a consequência é um número que explode porque mais pessoas e adolescentes conseguem acessar isso agora, sem entender as consequências do rolado da dívida”, alertou.
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O especialista defende que a educação financeira seja tratada de forma prática nas escolas, a partir da capacitação dos próprios docentes. “Precisamos olhar o professor como um profissional que também é um brasileiro com as mesmas dificuldades e dívidas. Ao instrumentalizá-lo, conseguimos levar para a sala de aula questões do cotidiano, como o ato de poupar e o planejamento de gastos”, sugeriu.
Segundo ele, a abordagem pedagógica deve ir além da matemática e atravessar diferentes disciplinas, com foco na construção de consciência sobre o uso dos recursos. “A educação financeira pode ser trabalhada com a alfabetização e até com a biologia, ao discutir economias domésticas como apagar a luz. É construir, desde cedo, uma nova forma de administrar recursos pensando em um projeto de vida”.
Salvatore também afirmou que o bombardeio publicitário e a facilidade tecnológica exigem uma resposta educacional urgente para conter o avanço da inadimplência. “Não é apenas ter um celular com banco digital; é necessário entender a essência do que se quer ter e como gerir o que se tem para não ser engolido pelo sistema de juros”.
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