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Gasolina ou etanol? Veja qual compensa mais após queda nos preços
Publicado 28/01/2026 • 14:40 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 28/01/2026 • 14:40 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.
A Petrobras anunciou na última segunda-feira (26), a redução de 5,2% no preço da gasolina vendida às distribuidoras.
A decisão, tomada diante do cenário de custos e mercado, reacende uma dúvida recorrente entre motoristas: com a gasolina mais barata na refinaria, ainda vale a pena abastecer com etanol?
A partir do dia 27 de janeiro, o preço médio de venda da gasolina A pela Petrobras às distribuidoras cai para R$ 2,57 por litro, redução de R$ 0,14.
Segundo a companhia, desde dezembro de 2022 o valor já recuou R$ 0,50 por litro, o que representa uma queda real de 26,9% quando considerada a inflação do período.
Leia também: Saiba onde o etanol é mais competitivo que a gasolina; preço do álcool cai em 5 Estados
No mesmo comunicado, a estatal informou que não haverá, por ora, mudança nos preços do diesel. Ainda assim, o combustível acumula redução real de 36,3% desde o fim de 2022.
Apesar do anúncio, o efeito no bolso do motorista não é imediato nem garantido. O valor definido pela Petrobras corresponde apenas à gasolina A, que ainda passa por etapas antes de chegar ao posto.
Nas distribuidoras, o combustível é misturado obrigatoriamente com etanol anidro, atualmente em proporção aproximada de 27%.
A partir daí, entram impostos federais e estaduais, custos logísticos e as margens de distribuição e revenda. Todos esses fatores variam de estado para estado e até de bairro para bairro.
Leia também: Abicom: alta da gasolina e do diesel no mercado interno abre janela para importação
Por isso, mesmo com a redução na refinaria, o repasse ao consumidor final depende da dinâmica do mercado local e das decisões comerciais ao longo da cadeia.
Com a queda no preço da gasolina A, a relação de custo-benefício entre gasolina e etanol volta ao centro da decisão de abastecimento. A regra prática usada por motoristas continua válida: o etanol tende a compensar quando seu preço é até 70% do valor da gasolina.
Isso porque o etanol tem menor rendimento energético, fazendo o veículo rodar menos quilômetros por litro. Se a diferença de preço não for suficiente para compensar essa perda de rendimento, a gasolina se torna mais vantajosa.
Leia também: Etanol ganha competitividade frente à gasolina em três Estados; veja onde
Em regiões onde o etanol é produzido localmente, como no interior de São Paulo, o biocombustível costuma ter preços mais competitivos. Já em áreas com maior custo de transporte, a gasolina tende a ganhar espaço após reduções na refinaria.
Outro ponto relevante é o peso dos tributos. O ICMS, que varia conforme o estado, além de PIS/Cofins e outros encargos, representa uma parcela significativa do preço final.
Somam-se a isso os custos logísticos, especialmente em regiões distantes dos polos de refino e distribuição.
Essas variáveis explicam por que dois postos, na mesma cidade, podem ter preços tão diferentes e por que o impacto da redução anunciada pela Petrobras pode ser mais perceptível em alguns locais do que em outros.
A Petrobras reforça que sua política de preços leva em conta custos, mercado e concorrência, sem repasses automáticos. Para o consumidor, a recomendação é acompanhar os preços nos postos e refazer as contas antes de abastecer.
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Com a gasolina mais barata na origem e o etanol sujeito às oscilações do mercado agrícola, a escolha entre um combustível e outro seguirá dependente da realidade local.
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