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Situação atual não permite adiar acordo Mercosul-UE, diz ministro alemão
Publicado 02/07/2026 • 12:36 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 02/07/2026 • 12:36 | Atualizado há 3 meses
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Simon Wohlfahrt/AFP
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, conversa com jornalistas ao chegar para uma reunião do Conselho de Relações Exteriores da UE na sede da UE em Bruxelas, em 29 de janeiro de 2026.
Johann Wadephul, Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, disse nesta quinta-feira (02) que o cenário de conflitos geopolíticos e barreiras comerciais não permite adiar o acordo da União Europeia com o Mercosul.
Durante encontro com representantes de multinacionais alemãs promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK), o chanceler disse que o bloqueio no Estreito de Ormuz, que causou interrupções no abastecimento de petróleo e fertilizantes, colocou em prova a adaptação empresarial em países industrializados vulneráveis como Alemanha e Brasil.
O problema, ressaltou, ainda está longe de ser resolvido.
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Em paralelo, acrescentou, há maior pressão sobre as regras de comércio internacional, citando tarifas voláteis. “Portanto, minhas senhoras e meus senhores, eu realmente não exagero quando digo que o nosso acordo UE-Mercosul é um marco histórico para ambas as regiões”, declarou Wadephul.
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Siga o Times | CNBCO ministro alemão lembrou que o acordo foi concluído após 25 anos de negociações, e, agora assinado pelos países, permitirá maior diversificação nas trocas comerciais, com redução também das barreiras a investimentos.
Ele pediu, em seu discurso, que as empresas aproveitem os benefícios do acordo. “Façam uso deste acordo. Vamos utilizá-lo agora em conjunto para ampliar ainda mais as nossas relações econômicas e fortalecer a base industrial e as nossas economias”.
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Ao lembrar que Alemanha e Brasil foram fortes defensores do acordo, Wadephul agradeceu o governo brasileiro tanto pela liderança no Mercosul quanto pela rapidez na ratificação.
Disse também que se empenhou pessoalmente para que o acordo entrasse em vigor provisoriamente na União Europeia, pela convicção de que os benefícios a ambos os lados se materializarão rapidamente. Amanhã (03) Wadephul tem um encontro com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira.
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