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Alívio no Estreito de Ormuz é frágil, e risco ao petróleo segue no radar do mercado
Publicado 17/04/2026 • 20:12 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 17/04/2026 • 20:12 | Atualizado há 1 mês
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A reabertura do Estreito de Ormuz trouxe um alívio momentâneo ao fluxo global de energia, mas a fragilidade do acordo e os custos de reconstrução ainda preocupam investidores, segundo Juliano Lara Fernandes, especialista em investimentos da Armada Asset, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele alertou que a queda inicial nos preços das commodities pode ser uma reação exagerada diante das incertezas geopolíticas na região. “A suspensão do bloqueio parece muito frágil, pois o trajeto está totalmente controlado em território iraniano e condicionado ao fim do bloqueio americano, o que pode ser quebrado a qualquer momento, além da possibilidade de Líbano e Israel atrapalharem essa abertura”, explicou.
Leia também: Petróleo fecha em queda de quase 10% com anúncio de reabertura temporária do Estreito de Ormuz
O especialista ressaltou que a normalização da oferta de óleo deve levar meses devido aos danos estruturais causados pelo conflito. “A infraestrutura prejudicada durante a guerra deve custar cerca de US$ 58 bilhões (R$ 289,42 bilhões) para ser restabelecida; é preciso pressurizar poços e reconstruir pipelines destruídos, o que mantém o contrato futuro do petróleo para 2026 elevado, próximo de US$ 92 (R$ 459,08)”, detalhou.
Sobre o impacto no câmbio, Fernandes observou que o real tem se mantido valorizado devido à balança comercial energética positiva do país. “Toda vez que as commodities e o óleo estão elevados, isso para o Brasil é um dado positivo e traz uma valorização do real, tanto que o dólar ficou estável em US$ 4,99 mesmo com a notícia da reabertura, mostrando que o fim da guerra teve pouco impacto imediato na nossa moeda”.
Em relação à inflação doméstica, o especialista da Armada Asset acredita que a queda internacional do petróleo não chegará rapidamente às bombas brasileiras. “A defasagem do preço da gasolina está em torno de 40% e a do diesel em 34%, então se o petróleo cair para US$ 70 (R$ 349,30) ou US$ 80 (R$ 399,20) o barril, simplesmente eliminaremos essa gordura de desvantagem sem reduzir o preço final ao consumidor”.
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Ele também projetou que o cenário fiscal e as pressões inflacionárias devem tornar a queda dos juros mais lenta no Brasil. “Acreditamos em uma lentificação da queda de juros para controlar a inflação, que já veio acima da estimativa, e ainda temos que lidar com a defasagem fiscal e o tempero das próximas eleições, o que exige cautela na interpretação desses movimentos de mercado”.
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