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Dólar vai a R$ 5,14 com avanço das negociações entre EUA e Irã e alívio no petróleo
Publicado 22/06/2026 • 17:27 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 22/06/2026 • 17:27 | Atualizado há 1 hora
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Dólar
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta segunda-feira em baixa de 0,46%, aos R$ 5,14, em linha com a deterioração da moeda americana pelo mundo. Os investidores reagiram aos avanços das tratativas de paz entre EUA e Irã eos sinais de reabertura definitiva do Estreito de Ormuz, que levou os preços do barril de petróleo abaixo de US$ 80.
Segundo João Luís Debom, diretor de investimentos da Supernova Investimentos, a possibilidade de normalização do fluxo da commodity e do gás natural pela via aquática pressionou a divisa americana para baixo em detrimento das moedas emergentes.
Também fez preço a divulgação do boletim Focus do Banco Central na parte da manhã. As expectativas do mercado financeiro para a economia brasileira voltaram a subir. Para 2026, a projeção para o IPCA subiu de 5,09% para 5,11%. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também avançou levemente, de 1,90% para 1,91%.
A expectativa para o câmbio ao fim do ano recuou de R$ 5,16 para R$ 5,15. Já a previsão para a taxa Selic foi elevada de 13,25% para 13,50%. “O dólar recua após ter subido mais de 2% na semana passada”, recapitula o especialista.
Já Leonardo Baldez, economista e fundador da ISF Crédito, afirma que o movimento também foi sustentado pela percepção de que o Banco Central continua comprometido com o controle da inflação, o que ajuda a manter ancoradas as expectativas para os juros no médio prazo.
“A valorização do real frente ao dólar acompanha esse fluxo de capital para mercados emergentes. Quando o investidor global reduz posições defensivas e volta a buscar retorno, moedas como o real tendem a se beneficiar. Além disso, o diferencial de juros brasileiro continua sendo um fator relevante para atrair recursos estrangeiros”, disse.
Os investidores também repercutiram a última pesquisa Datafolha, que mostrou um empate técnico entre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador e pré-candidato, Flávio Bolsonaro. Segundo Bruno Peri, economista-chefe da Forum Investimentos, a perspectiva de alternância de poder levou os investidores a prever uma política fiscal mais austera.
“O pior do impacto do caso “Dark Horse” para o candidato de oposição já teria sido metabolizado pelo eleitorado, enquanto o Partido dos Trabalhadores é envolvido no escândalo Master através de Jaques Wagner”, afirmou.
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