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Micron acumula alta superior a 300% no ano; Wall Street aposta em resultado acima das expectativas
Publicado 22/06/2026 • 18:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 22/06/2026 • 18:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
As ações da fabricante de chips Micron atingiram uma nova máxima histórica nesta segunda-feira (22) e acumulam valorização superior a 300% desde o início do ano, impulsionadas pela escassez global de chips de memória.
Apesar das preocupações de que as ações do setor de semicondutores possam estar próximas de um pico à medida que a indústria acelera a expansão da oferta, a Wall Street acredita que a Micron ainda tem espaço para continuar avançando.
Os resultados trimestrais da companhia, previstos para quarta-feira, devem mostrar lucro por ação de US$ 20,42 (R$ 105,37), segundo estimativa consensual de analistas compilada pela FactSet. No entanto, investidores acreditam que o resultado poderá superar essa projeção.
Leia também: Fabricantes de chips Broadcom, Micron e ARM despencam e levam ações de tecnologia em NY após balanço fraco
A mesa de operações do Bank of America informou que o chamado “whisper number” – estimativa informal do mercado comprador – para o lucro por ação do terceiro trimestre está em US$ 22,17 (R$ 114,40). O cálculo é baseado em uma pesquisa informal realizada com investidores ao longo da última semana.
A principal razão para o otimismo é que a chamada inferência em inteligência artificial – ou seja, a geração de respostas a consultas feitas por usuários – já vem sendo apontada pela Micron como um importante motor de demanda para seus chips.
Trata-se de uma tendência que o mercado espera que continue ganhando força.
“A Micron vem destacando a força da inferência e da adoção de agentes de IA. Embora hiperescaladores e outras empresas de semicondutores também discutam IA agêntica, a ideia já está sendo citada como um impulsionador relevante da demanda, e não algo distante no futuro”, escreveram operadores do Bank of America em comentário divulgado em 22 de junho.
Leia também: Samsung amplia concorrência com Micron com novo chip de memória voltado à IA
Outros bancos de Wall Street demonstram visão semelhante e vêm elevando seus preços-alvo para as ações da companhia acima da média de US$ 1.092 (R$ 5.634,72) calculada pela FactSet.
O analista N. Quinn Bolton, da Needham, elevou nesta segunda-feira o preço-alvo para os próximos 12 meses para US$ 1.550 (R$ 7.998), ante US$ 500 (R$ 2.580) anteriormente. Sua projeção para o lucro por ação do terceiro trimestre é de US$ 20,97 (R$ 108,21).
Já o analista Mark Li, da Bernstein, aumentou seu preço-alvo para US$ 1.300 (R$ 6.708), ante US$ 510 (R$ 2.631,60). Ele projeta lucro por ação de US$ 67,39 (R$ 347,73) ao final do ano fiscal de 2026, acima da estimativa da Needham, de US$ 64,62 (R$ 333,44).
Leia também: Micron quebra padrão das empresas de US$ 1 trilhão em meio ao boom da inteligência artificial
O Morgan Stanley também projeta lucro acima do consenso para a Micron, estimando US$ 21,31 (R$ 109,96) por ação no terceiro trimestre.
O banco trabalha com um cenário-base de preço-alvo de US$ 1.050 (R$ 5.418), um cenário otimista de US$ 1.650 (R$ 8.514) e um cenário pessimista de US$ 675 (R$ 3.483).
Segundo o Morgan Stanley, a escassez de componentes de memória como DRAM e NAND continua sendo mais relevante para a ação do que possíveis fatores negativos, como aumento dos gastos de capital ou limitações na divulgação de contratos com clientes.
Leia também: Micron vale US$ 1 trilhão, falta memória no mundo e o assessor de imprensa está ‘até o pescoço’ com as pautas de I.A.
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Siga o Times | CNBC“A ação pode cair caso haja poucas informações novas. Mas, nesse cenário, buscaríamos aumentar posições, porque novas divulgações não mudam aquilo que já sabemos: os clientes veem o mercado de DRAM cada vez mais apertado em um horizonte de vários anos, algo que ainda não está precificado”, escreveu Joseph Moore, analista do banco, em relatório divulgado nesta segunda-feira.
Nem todos em Wall Street, porém, demonstram o mesmo nível de otimismo.
O Goldman Sachs mantinha, em 8 de junho, preço-alvo de US$ 900 (R$ 4.644) para a ação, embora também projetasse lucro trimestral por ação acima do consenso, de US$ 22,07 (R$ 113,88).
O analista James Schneider destacou que os investidores aguardam mais informações sobre acordos recentes com clientes.
Leia também: Micron supera expectativas com IA, mas CEO alerta para escassez de chips até 2028
“Acreditamos que os investidores esperam mais detalhes sobre os acordos estratégicos da Micron com clientes, o nível de garantias de preços incluídas nesses contratos e se novos acordos foram firmados”, escreveu em relatório.
Schneider acrescentou que também espera esclarecimentos adicionais sobre a sustentabilidade da atual tendência de alta dos preços da memória DRAM nos próximos trimestres.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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