Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Ameaça do Irã de controlar o Estreito de Ormuz abala os mercados de petróleo: ‘As pessoas estão com medo’
Publicado 27/05/2026 • 06:46 | Atualizado há 3 semanas
Intel sobe 9% após Trump dizer que empresa fará parceria com a Apple no design de chips nos EUA
Allbirds muda de nome novamente, contrata nova CEO e vê ações dispararem
EXCLUSIVO CNBC: CEO da Hewlett Packard vê agentes de IA como nova força de trabalho
Corrida espacial privada impulsiona disputa por hotéis de luxo no litoral da Flórida
China defende segurança da I.A enquanto cúpula do G7 termina sem participação de Pequim
Publicado 27/05/2026 • 06:46 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Os mercados mundiais de petróleo estão voláteis nesta semana, refletindo o nervosismo dos investidores sobre possíveis planos iranianos de impor uma taxa permanente aos navios que cruzam o Estreito de Ormuz como parte de qualquer acordo de paz com os EUA.
Às 6h45 (horário de Brasília) desta quarta-feira (27), o Brent recuava mais 3%, negociado a US$ 96,56 o barril.
Os preços internacionais do petróleo Brent recuaram na quarta-feira, revertendo os ganhos da sessão anterior, enquanto o WTI caiu, à medida que os operadores tentavam conciliar os novos ataques dos EUA ao Irã na terça-feira – classificados como “ataques defensivos” pelo Comando Central — com os acenos do presidente Donald Trump no último fim de semana de que um acordo de paz poderia estar à vista.
Leia também: Da recuperação judicial à Bolsa de Valores de Nova York: a virada da Azul em menos de um ano
O cenário misto se desenrolou em meio a especulações de que Teerã pode tentar extrair taxas de navios que passam pela rota de navegação crítica como parte de qualquer resolução duradoura para o conflito de três meses com os EUA.
“As pessoas estão com medo de assumir uma posição com tantas mensagens contraditórias acontecendo sobre o status das negociações”, disse Dave Ernsberger, presidente da S&P Global Energy.
Um plano possível envolve o Irã e Omã regulando conjuntamente o Estreito e cobrando uma chamada “taxa ambiental”, ou pedágio de trânsito, dos navios.
“É uma questão interessante… se os mercados globais, os participantes do mercado e os governos estarão dispostos a permitir qualquer tipo de taxa de trânsito ou pedágio, para começo de conversa”, disse Ernsberger ao programa “Squawk Box Europe” da CNBC na terça-feira.
“É o princípio da liberdade do fluxo marítimo que está realmente em jogo aqui, e que tipo de precedente isso abre.”
O petróleo Brent – a referência de preço global vista como mais sensível ao aperto na oferta no Oriente Médio – caiu 2,8% na quarta-feira, para $98,47 por barril. Na terça-feira, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã prometeu retaliar contra os ataques dos EUA.
Os detalhes sobre como essa cobrança funcionaria continuam escassos.
Leia também: Bolsas da Ásia fecham mistas, com tecnologia em alta e cautela sobre EUA-Irã
O porta-voz do ministério das relações exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse à ABC da Austrália em uma coletiva de imprensa que “não há pedágio” — mas disse que “a navegação e a preservação do ecossistema do Estreito, do Golfo Pérsico e do Mar de Omã terão custos”.
Cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo transportado por via marítima passa pelo Estreito, uma rota navegável estreita entre o Irã e Omã.
“As pessoas têm falado sobre isso ser algo em torno de $1 por barril para o trânsito de petróleo bruto e saída do Estreito”, disse Ernsberger.
Ele disse que uma taxa de um dólar por barril “não é um imposto enorme sobre o comércio” em um mundo onde o petróleo chega a $120 o barril. “Mas se voltarmos a um mercado de $55 por barril, que era o que tínhamos em dezembro, torna-se uma taxa muito maior para se pensar.”
Ele disse que isso, na prática, adicionaria um dólar por barril aos preços pagos nos mercados globais, ou os produtores teriam que absorver a taxa em seus custos de exportação.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleFalando ao “Europe Early Edition” da CNBC na terça-feira, Amena Bakr, chefe de insights sobre Energia do Oriente Médio e OPEP+ na Kpler, disse que a incerteza elevada, somada às “mensagens contraditórias sobre as negociações”, está aumentando a volatilidade nos preços do petróleo.
“Não sabemos como é esse modelo”, disse ela sobre o possível plano de taxas.
Mesmo que um acordo seja alcançado para reabrir o Estreito, restam dúvidas sobre o quão estáveis e confiáveis seriam os embarques de petróleo.
Ernsberger disse que alguns navios ainda estão se movendo pelo Estreito de Ormuz — mas o tráfego está em torno de 10% dos níveis normais de antes da guerra.
“A realidade é que pouquíssimos petroleiros de óleo bruto ou de derivados conseguem passar”, explicou ele. “Se passarem 10 navios por dia, você teria sorte se dois deles fossem petroleiros.”
A produção de petróleo no Catar, no Iraque e em partes da Arábia Saudita pode levar cerca de dois meses para se normalizar, acrescentou ele, enquanto o tráfego marítimo não deve retornar ao normal até o quarto trimestre.
Bakr, por sua vez, disse que pode levar dois meses “sendo otimista” para liberar a fila acumulada. “Falando de forma realista, precisamos de um ano de recuperação para ver a oferta atingir os níveis pré-guerra”
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
PF afirma que executivo do BTG aprovou operação suspeita de R$ 132 mi para primo de Vorcaro
2
Os fiascos que o Claude Fable acumulou em 96 horas expõem a Anthropic e Dario Amodei a um vexame sem precedentes
3
Como o Claude Fable passou de grande aposta da I.A a uma crise de reputação para a Anthropic
4
QI Tech perde na Justiça em processo de responsabilidade por pirâmide financeira
5
Quanto o Flamengo recebe da Copa do Mundo 2026 por jogadores convocados?