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Delegação dos EUA chega a Beirute para negociar retirada israelense do sul do Líbano

Publicado 11/07/2026 • 12:40 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • Delegação americana se reuniu com o exército do Líbano para discutir a retirada de Israel de uma das chamadas "zonas piloto" em território ocupado.
  • Israel deve retirar gradualmente suas tropas de áreas no sul do Líbano, conforme acordo firmado no fim de junho.
  • Exército libanês assumirá o controle total de duas pequenas áreas designadas como zonas piloto.
Líbano

Bandeira do Líbano

Uma delegação militar dos Estados Unidos reuniu-se com o exército do Líbano, em Beirute, para discutir a retirada de Israel de uma das chamadas “zonas piloto” em território ocupado. A informação foi confirmada neste sábado por uma autoridade militar libanesa à agência AFP.

A iniciativa faz parte de um acordo de transição firmado em 26 de junho. Pelo texto, Israel deve retirar gradualmente suas tropas de áreas no sul do Líbano, onde realiza uma campanha militar contra o Hezbollah, movimento xiita apoiado pelo Irã.

Com o recuo das forças israelenses, o exército libanês assumirá o controle total de duas pequenas áreas designadas como zonas piloto.

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Mecanismos de implementação

Segundo a fonte militar libanesa, que falou sob condição de anonimato, o objetivo principal da comitiva americana é estabelecer as diretrizes para a saída dos israelenses e a consequente implantação das forças locais. “Esta é a tradução e a execução do acordo de transição”, afirmou.

A chegada do grupo já havia sido antecipada na quinta-feira pelo embaixador dos EUA no Líbano, Michel Issa, ao presidente Joseph Aoun.

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Em Washington, uma autoridade do governo americano confirmou o início da fase de execução. De acordo com a fonte, a primeira zona piloto será ativada em poucos dias, enquanto outras áreas já estão sendo mapeadas e planejadas sob a coordenação do Comando Central dos EUA (CENTCOM) junto aos dois países.

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Impasses e novos diálogos

Apesar dos avanços logísticos, o acordo enfrenta resistência. O Hezbollah rejeitou os termos do documento, e o tratado não estabelece um cronograma definitivo para a desocupação total. Autoridades de Israel também declararam que suas forças permanecerão em uma “zona de segurança” de 10 quilômetros de profundidade enquanto o Hezbollah continuar armado.

Paralelamente às negociações, o exército israelense mantém ataques intermitentes no sul do Líbano, com novos bombardeios registrados neste sábado pela Agência Nacional de Notícias estatal libanesa.

O próximo passo diplomático ocorrerá na quarta e quinta-feira da semana que vem, em Roma, onde será realizada a sexta rodada de negociações entre Líbano e Israel, países que não possuem relações formais. O governo libanês condicionou sua participação no encontro à retirada efetiva das tropas de Israel das duas zonas piloto.

As conversas antecedem a viagem do presidente Aoun a Washington no final deste mês, onde se reunirá com o presidente americano Donald Trump.

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