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Ao barrar tarifaço, Suprema Corte tira “principal ferramenta de propaganda” de Trump, diz especialista

Publicado 21/02/2026 • 19:17 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Leonardo Trevisan avalia que a decisão da Suprema Corte atingiu o principal ativo político de Trump: “retirar de Trump a sua principal ferramenta política de propaganda”.
  • Para o professor, o tribunal apenas reforçou o limite constitucional: “Imposto é decisão do Congresso” e “ele não pode taxar”.
  • Trevisan diz que o custo das tarifas recaiu sobre os EUA: “foi o consumidor americano que pagou a conta”, em um cenário de pressão fiscal e economia mais fraca.

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou parte central do “tarifaço” de Donald Trump teve efeito político imediato ao atingir o principal instrumento de mobilização do republicano. É o que avalia o economista e professor de Relações Internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Para Trevisan, o tribunal reafirmou um limite constitucional básico sobre impostos e, com isso, atingiu o coração da estratégia de comunicação do presidente. “Politicamente, isso significou retirar de Trump a sua principal ferramenta política de propaganda”, afirmou. “Imposto é decisão do Congresso”.

Ao comentar a reação do presidente, Trevisan disse que Trump procurou converter o revés jurídico em narrativa política. “Ele transformou o problema em uma questão pessoal”, afirmou, ao avaliar que esse enquadramento é funcional para falar com a base do movimento “Make America Great Again”. “É um problema contra o Trump. É assim que é tratado”, disse.

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Na avaliação do economista, o tribunal se limitou ao que chamou de “óbvio constitucional”. “A Suprema Corte apenas e tão somente legislou sobre o óbvio constitucional”, afirmou. “Ele não pode taxar. O que não for, ele pode taxar com a autorização do Congresso”, completou.

Trevisan também avaliou que a ofensiva tarifária tem um “encontro marcado” com a realidade econômica americana, sobretudo por pressões inflacionárias e limitações fiscais. “Déficit público, mais inflação”, disse. Ele citou dados do Departamento do Tesouro sobre o tamanho do desequilíbrio fiscal: “O déficit acumulado dos Estados Unidos é de US$ 38 trilhões”.

Ao contextualizar o ambiente econômico, o professor mencionou sinais de perda de fôlego da atividade. “O PIB do quarto trimestre nos Estados Unidos subiu apenas 1,4%”, afirmou. Para ele, esse quadro ajuda a explicar por que o tema ganhou tração institucional.

Trevisan defendeu ainda que o custo das tarifas recaiu sobre o mercado doméstico, e não sobre parceiros comerciais. “Quem pagou a conta da tarifa não foi ninguém de fora dos Estados Unidos; foi o consumidor americano que pagou a conta”, disse.

O professor também chamou atenção para a escalada verbal do presidente após a decisão do tribunal. “Ele xingou a Suprema Corte, coisa que é impensável nos Estados Unidos”, afirmou, ao destacar o peso simbólico da Corte na cultura política do país.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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