Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Ao barrar tarifaço, Suprema Corte tira “principal ferramenta de propaganda” de Trump, diz especialista
Publicado 21/02/2026 • 19:17 | Atualizado há 4 meses
Consórcio liderado pela Bouygues assina acordo de US$ 23,44 bilhões para comprar a SFR da Altice France
Enquanto Bitcoin despenca, novos ETFs de Hyperliquid ganham tração em Wall Street
Aposta bilionária: CEO da AstraZeneca afirma que I.A. pode elevar taxa de sucesso na criação de novos remédios
Marvell Technology e a Flex passarão a integrar o índice S&P 500, substituindo a Pool e a Campbell’s
EXCLUSIVO CNBC: CEO da Wizz Air descarta risco de falta de combustível e prevê verão forte para aviação europeia
Publicado 21/02/2026 • 19:17 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou parte central do “tarifaço” de Donald Trump teve efeito político imediato ao atingir o principal instrumento de mobilização do republicano. É o que avalia o economista e professor de Relações Internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Para Trevisan, o tribunal reafirmou um limite constitucional básico sobre impostos e, com isso, atingiu o coração da estratégia de comunicação do presidente. “Politicamente, isso significou retirar de Trump a sua principal ferramenta política de propaganda”, afirmou. “Imposto é decisão do Congresso”.
Ao comentar a reação do presidente, Trevisan disse que Trump procurou converter o revés jurídico em narrativa política. “Ele transformou o problema em uma questão pessoal”, afirmou, ao avaliar que esse enquadramento é funcional para falar com a base do movimento “Make America Great Again”. “É um problema contra o Trump. É assim que é tratado”, disse.
Leia também:
Na avaliação do economista, o tribunal se limitou ao que chamou de “óbvio constitucional”. “A Suprema Corte apenas e tão somente legislou sobre o óbvio constitucional”, afirmou. “Ele não pode taxar. O que não for, ele pode taxar com a autorização do Congresso”, completou.
Trevisan também avaliou que a ofensiva tarifária tem um “encontro marcado” com a realidade econômica americana, sobretudo por pressões inflacionárias e limitações fiscais. “Déficit público, mais inflação”, disse. Ele citou dados do Departamento do Tesouro sobre o tamanho do desequilíbrio fiscal: “O déficit acumulado dos Estados Unidos é de US$ 38 trilhões”.
Ao contextualizar o ambiente econômico, o professor mencionou sinais de perda de fôlego da atividade. “O PIB do quarto trimestre nos Estados Unidos subiu apenas 1,4%”, afirmou. Para ele, esse quadro ajuda a explicar por que o tema ganhou tração institucional.
Trevisan defendeu ainda que o custo das tarifas recaiu sobre o mercado doméstico, e não sobre parceiros comerciais. “Quem pagou a conta da tarifa não foi ninguém de fora dos Estados Unidos; foi o consumidor americano que pagou a conta”, disse.
O professor também chamou atenção para a escalada verbal do presidente após a decisão do tribunal. “Ele xingou a Suprema Corte, coisa que é impensável nos Estados Unidos”, afirmou, ao destacar o peso simbólico da Corte na cultura política do país.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no Google🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Copa do Mundo: confira 5 lugares para assistir aos jogos do Brasil em SP
2
Nvidia RTX Spark chegou com tudo, menos com preço acessível e um comprador em mente
3
Brasil vira centro da aviação global e recebe CEOs para discutir inovação e sustentabilidade
4
Operação entre BTG e primo de Vorcaro vira alvo do STF e da Polícia Federal
5
Quanto valem os carros apreendidos no caso Deolane? Conheça os modelos de luxo citados pela polícia
EUA confirmam segundo caso de mosca-varejeira no Texas; Canadá restringe importação de animais vivos
Consórcio liderado pela Bouygues assina acordo de US$ 23,44 bilhões para comprar a SFR da Altice France