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Ataque com mísseis russos deixa feridos em Kiev

Publicado 11/07/2026 • 10:47 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Kiev voltou a ser alvo de bombardeios na madrugada deste sábado (11).
  • Cinco explosões foram ouvidas nas primeiras horas do dia, resultando em pelo menos seis pessoas feridas.
  • Nova onda de ataques russos ocorre um dia após drones ucranianos atingirem o porto de Taganrog, no sul da Rússia.
Fumaça sobe após um ataque russo noturno, feito com drones, em Kiev, na Ucrânia, nesta sexta-feira, 4 de julho de 2025. Pelo menos 23 pessoas ficaram feridas. Os bombardeios danificaram a infraestrutura ferroviária e incendiaram prédios e carros por toda a cidade, além de terem atingido a embaixada da Polônia.

Fumaça sobe após um ataque russo noturno, feito com drones, em Kiev, na Ucrânia, nesta sexta-feira, 4 de julho de 2025. Pelo menos 23 pessoas ficaram feridas. Os bombardeios danificaram a infraestrutura ferroviária e incendiaram prédios e carros por toda a cidade, além de terem atingido a embaixada da Polônia.

YEHOR KONOVALOV/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO.

A capital da Ucrânia, Kiev, voltou a ser alvo de bombardeios na madrugada deste sábado (11). Ao menos cinco explosões foram ouvidas nas primeiras horas do dia (horário local), resultando em pelo menos seis pessoas feridas, segundo informações divulgadas pelas autoridades locais.

De acordo com a agência de notícias AFP, as sirenes de alerta aéreo começaram a soar minutos após a primeira explosão. O chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, utilizou sua conta no Telegram para confirmar a ofensiva, alertando que a Rússia estava “atacando a capital com mísseis”.

Leia também: Estratégia de drones da Ucrânia causa impactos na Rússia

Retaliação e escalada dos bombardeios

A nova onda de ataques russos ocorre exatamente um dia após drones ucranianos atingirem o porto de Taganrog, no sul da Rússia, além de outras infraestruturas petrolíferas no território vizinho.

Desde o início de junho, Kiev tem enfrentado ofensivas em larga escala. A Rússia tem aumentado o uso de mísseis, com destaque para os balísticos, que possuem maior velocidade e apresentam maior dificuldade de interceptação pelas defesas ucranianas.

A escalada recente teve seu momento mais crítico na noite entre 1º e 2 de julho, quando um bombardeio de intensidade sem precedentes deixou 30 mortos na capital.

Leia também: Rússia relata ataque em massa com 376 drones ucranianos e incêndios em complexos petrolíferos

Balanço de baixas no conflito

O recente ataque coincide com a divulgação de um estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), publicado no início deste mês, que dimensiona o custo humano dos quatro anos de conflito iniciados em 2022.

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Segundo a pesquisa, mais de dois milhões de soldados, somando as forças russas e ucranianas, foram mortos ou feridos desde a invasão.

A Rússia registra as perdas mais severas, somando 1,4 milhão de militares fora de combate (mortos ou feridos) desde fevereiro de 2022.

Desse montante, 450 mil morreram, um número que supera em quatro vezes o total de militares americanos mortos em todas as guerras travadas desde a Segunda Guerra Mundial. Do lado ucraniano, as forças armadas sofreram entre 525 mil e 625 mil baixas, estimando-se entre 125 mil e 150 mil mortos.

Leia também: Sob pressão de Trump, cúpula da Otan discute bilhões em armas e futuro da Ucrânia

Subnotificação e dados oficiais

Especialistas alertam que a contabilidade exata de mortos e feridos continua sendo um desafio metodológico.

Acredita-se que o governo de Moscou subestime rotineiramente seus dados de baixas, enquanto a Ucrânia opta por não divulgar estatísticas oficiais de suas perdas militares.

Para contornar o apagão de dados, o estudo do CSIS baseou-se em projeções e estimativas dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido, além de outras fontes estratégicas.

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