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Sob pressão de Trump, cúpula da Otan discute bilhões em armas e futuro da Ucrânia

Publicado 07/07/2026 • 08:55 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Antes de o presidente Donald Trump chegar à capital turca, Ancara, os países do bloco anunciaram um aumento bilionário nos gastos militares.
  • O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky vai participar do encontro e obterá um compromisso da Otan para manter uma ajuda de pelo menos 70 bilhões de euros em 2026 e 2027.
  • Compromisso do bloco é tirar do papel plano para destinar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) à defesa até 2035 — sendo 3,5% para necessidades centrais de defesa e 1,5% para demandas mais amplas de segurança.
Fachada da Otan, com bandeiras de vários países

AFP

Acontece nesta terça-feira (7) mais uma reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), marcada por críticas do presidente norte-americano, Donald Trump, ao mecanismo de financiamento da instituição.

Os membros da Otan anunciaram dezenas de bilhões de dólares em novos contratos de armas em um fórum industrial paralelo ao encontro, em uma clara tentativa de demonstrar a Trump que estão cumprindo as promessas de gastos com defesa.

Leia também: Visita de Trump à Turquia ocorre em meio ao aumento das investidas russas contra aliados da OTAN

A reunião também deve ser pautada pela resposta à guerra na Ucrânia, que já dura mais de quatro anos. A organização apoia o país desde o início do conflito com a Rússia e, recentemente, reiterou que a melhor maneira de encerrar as hostilidades e garantir uma paz duradoura seria “assegurar que a Ucrânia possa participar de quaisquer negociações a partir de uma posição de força”.

Bloco anuncia aumento bilionário em defesa

Antes de o presidente Donald Trump chegar à capital turca, Ancara, os países do bloco anunciaram um aumento bilionário nos gastos militares. A medida é uma tentativa de acalmar os ânimos do mandatário norte-americano, que critica o fato de os Estados Unidos contribuírem proporcionalmente mais com o fundo de defesa da organização, cenário que ele classificou como “ridículo”.

A cúpula do ano passado, em Haia, foi considerada um marco após os aliados se comprometerem a destinar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) à defesa até 2035 — sendo 3,5% para necessidades centrais de defesa e 1,5% para demandas mais amplas de segurança. O foco deste ano será definir como implementar essa promessa.

Leia também: “OTAN 3.0”: promessas de aumento dos gastos com defesa enfrentam o teste de Trump

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, insistiu que os países europeus estão “cumprindo sua missão” ao reforçar os orçamentos militares e assumir maior responsabilidade pela defesa do continente diante da Rússia.

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“Aliados e representantes da indústria de ambos os lados do Atlântico revelarão novos projetos importantes e assinarão contratos que valem literalmente bilhões de dólares. São bilhões investidos em nossa segurança, impulsionando nossas economias e sustentando centenas de milhares de novos empregos”, disse Rutte.

Pressão pelo fim da guerra na Ucrânia

O bloco também debaterá o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia. Em declaração dada no Salão Oval da Casa Branca na segunda-feira (6), antes de viajar, Trump disse que a Rússia “sente a pressão” para colocar um ponto final no conflito.

“Acho que ela [Rússia] realmente sente a pressão. Ela quer que isso acabe, e a Ucrânia também quer. Estamos em negociações e veremos se conseguiremos pôr um fim nisso. É algo terrível”, afirmou o presidente norte-americano, enfatizando que o desfecho está “muito mais próximo do que as pessoas imaginam”.

Apoio bilionário a Zelensky

Além de assumirem maior responsabilidade por sua própria proteção, os países europeus passaram a apoiar a Ucrânia quase que integralmente, à medida que Trump reduziu a ajuda financeira dos EUA.

O presidente Volodymyr Zelensky — que participará do jantar de líderes nesta terça-feira — obterá um compromisso de seus apoiadores europeus na Otan para manter o fluxo de pelo menos 70 bilhões de euros (cerca de US$ 80 bilhões) em ajuda militar para Kiev por ano, tanto em 2026 quanto em 2027.

Zelensky, que deve se reunir com Trump durante o evento, instou a aliança a tomar “decisões firmes” para reforçar as defesas aéreas da Ucrânia, após um bombardeio russo devastador que matou quase 30 pessoas.

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