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Ataque ucraniano deixa dois mortos na Rússia; Moscou atinge principal porto no Mar Negro
Publicado 13/09/2026 • 17:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/09/2026 • 17:10 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação / Tatneft
Complexo de refino TANECO, em Nizhnekamsk, na Rússia; ataques ucranianos foram registrados próximos a instalações petrolíferas da cidade
Uma nova rodada de ataques com drones entre Rússia e Ucrânia deixou civis mortos e feridos neste domingo (13), segundo autoridades dos dois países. Enquanto Kyiv voltou a atingir instalações ligadas ao setor petrolífero russo, Moscou atacou Odessa, principal centro portuário ucraniano no Mar Negro, e áreas próximas à fronteira com a Polônia.
Na Rússia, dois civis morreram e 14 ficaram feridos em Nizhnekamsk, no Tartaristão, depois que um drone ucraniano atingiu uma árvore próxima a um veículo estacionado, segundo o gabinete do chefe regional, Rustam Minnikhanov.
O ataque também provocou um incêndio em uma empresa da cidade. Nizhnekamsk abriga um importante complexo de refinarias de petróleo e instalações petroquímicas russas, setor que tem sido alvo frequente das ofensivas ucranianas.
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Em outra frente, a Inteligência de Defesa da Ucrânia (DIU, na sigla em inglês) afirmou ter atingido uma grande refinaria de petróleo em Slavyansk-on-Kuban, na região russa de Krasnodar, provocando um incêndio.
Autoridades locais confirmaram um ataque contra uma instalação industrial e informaram que três pessoas ficaram feridas e um oleoduto foi danificado. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter derrubado 389 drones ucranianos durante a noite.
Na Ucrânia, uma ofensiva russa contra Odessa deixou pelo menos nove pessoas feridas, segundo Serhii Lysak, chefe da administração militar local.
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A cidade concentra o principal complexo portuário ucraniano no Mar Negro e tem sido alvo recorrente de mísseis e drones russos. Autoridades da Ucrânia acusam Moscou de tentar comprometer as exportações do país por meio dos ataques à infraestrutura portuária.
Os ataques deste domingo ocorreram enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu a Volodymyr Zelensky que interrompa as ofensivas contra refinarias russas. Segundo Trump, os ataques estariam contribuindo para uma escassez de diesel na Rússia e haveria “muitos outros alvos” que poderiam ser atingidos.
A Ucrânia tem intensificado as ofensivas contra refinarias e outras instalações de petróleo russas com o objetivo de atingir uma das fontes de recursos usadas por Moscou para sustentar a guerra.
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Siga o Times | CNBCA ofensiva russa também alcançou o oeste da Ucrânia. Um ataque provocou um incêndio em um posto de combustíveis próximo ao cruzamento de Yahodyn-Dorohusk, na fronteira com a Polônia. Não houve registro imediato de vítimas no local.
Polônia e Ucrânia classificaram os ataques na região como uma escalada do conflito. Em outro episódio próximo à fronteira, um trem de passageiros que seguia de Kyiv para Varsóvia foi atingido a cerca de dois quilômetros do território polonês, sem deixar vítimas.
Pouco antes do ataque ao trem, o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson estava em um trem diplomático na estação de Yagodyn. A operadora ferroviária ucraniana informou ainda que o ex-diretor da CIA David Petraeus estava em outro trem na estação no momento da ofensiva.
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O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, convocou uma reunião de emergência após os ataques e afirmou esperar uma intensificação das ações russas nas próximas semanas. Segundo ele, não é possível descartar que essa escalada alcance o território polonês.
Em Kyiv, o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, afirmou que os ataques tão próximos da fronteira deveriam levar os aliados a ampliar o apoio à Ucrânia. Ele destacou que uma das ofensivas ocorreu a poucas centenas de metros do território polonês.
O chanceler ucraniano, Andriy Sybiga, afirmou que as ações russas mostram que Moscou já trata o confronto como algo que ultrapassa as fronteiras da Ucrânia. Segundo ele, “o terror de Putin está literalmente batendo à porta da União Europeia e da Otan”.
Apesar da escalada militar, o Kremlin afirmou que novas negociações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos podem ocorrer em outubro. O porta-voz Dmitry Peskov disse que Moscou não descarta conversas em um futuro próximo, após sucessivas tentativas de negociação terminarem sem acordo.
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