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Caso Epstein: milhões de arquivos ainda não foram divulgados
Publicado 06/01/2026 • 08:37 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 06/01/2026 • 08:37 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
O Departamento de Justiça dos EUA afirmou na segunda-feira (5) que ainda está analisando mais de dois milhões de documentos potencialmente relacionados ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, e ultrapassou em mais de duas semanas o prazo para divulgar todos os arquivos referentes a ele.
O departamento começou a divulgar documentos da investigação de décadas sobre o falecido financista desonrado no mês passado, mas não conseguiu cumprir o prazo de 19 de dezembro estipulado pela Lei de Transparência dos Arquivos Epstein.
Em uma carta enviada na segunda-feira a um juiz federal, funcionários do Departamento de Justiça disseram que mais de dois milhões de documentos permaneciam “em várias fases de revisão”.
A carta afirmava que cerca de 12.285 documentos, totalizando mais de 125 mil páginas, já haviam sido divulgados publicamente em resposta à lei – menos de um por cento do conjunto de documentos atualmente em análise.
Leia também: Caso Epstein: Trump cobra divulgação de documentos que citam democratas
O Departamento de Justiça afirmou ter identificado, em 24 de dezembro, mais de um milhão de arquivos que não haviam sido incluídos em sua análise inicial.
Alguns desses documentos pareciam ser duplicados, mas ainda precisariam de “processamento e desduplicação”, observava a carta. “Ainda há muito trabalho a ser feito”, dizia a carta, assinada pela Procuradora-Geral Pam Bondi e outros envolvidos.
Mais de 400 advogados do Departamento de Justiça passarão as próximas semanas analisando os documentos, disseram as autoridades.
Pelo menos 100 funcionários do FBI treinados no tratamento de “informações sensíveis sobre vítimas” auxiliarão nos esforços.
O presidente dos EUA, Donald Trump, enfrenta forte resistência dos democratas por não ter divulgado todos os arquivos relacionados a Epstein em tempo hábil.
O governo Trump defendeu a forma como lidou com os documentos, alegando a necessidade de proteger informações sensíveis sobre as vítimas.
Na carta enviada na segunda-feira, os funcionários do Departamento de Justiça disseram que precisam revisar os documentos “manualmente” para obter “informações que identifiquem as vítimas”.
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