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Bolsa da Venezuela dispara sob expectativa de reabertura; veja números
Publicado 05/01/2026 • 18:48 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/01/2026 • 18:48 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Bandeira da Venezuela
A Bolsa de Valores de Caracas encerrou o pregão desta segunda-feira (5) em forte alta, reagindo imediatamente à intervenção militar dos Estados Unidos que resultou na prisão de Nicolás Maduro.
O principal índice do mercado acionário venezuelano, o Índice Bursátil de Caracas (BVCC), saltou 16,45%, impulsionado pela expectativa de revitalização da indústria petrolífera e reabertura econômica do país.
Embora o mercado local ainda sofra com pouca liquidez, o otimismo foi disseminado: das empresas listadas, 26 ações fecharam em alta e apenas duas permaneceram estáveis. O índice financeiro liderou os ganhos com avanço de 17,64%, seguido pelo setor industrial, que subiu 9,44%.
Analistas do Bradesco BBI pontuam que, apesar das incertezas de curto prazo, o potencial de longo prazo para o crescimento da produção de petróleo é evidente.
O reflexo da mudança de regime foi ainda mais agressivo nos mercados internacionais de dívida. De acordo com a Nomad, os títulos da dívida soberana da Venezuela e da estatal PDVSA dispararam 40% em dólar.
Esse movimento é sustentado pela promessa do presidente americano, Donald Trump, de que petroleiras dos EUA investirão bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura energética venezuelana.
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Para investidores, o fim do isolamento representa uma oportunidade de recuperação de ativos que estavam em calote há oito anos, embora o UBS pondere que o risco de contágio para outros mercados emergentes seja baixo devido ao atual isolamento da economia venezuelana.
Conforme dados oficiais do pregão de hoje, os ativos registraram variações expressivas em bolívares (R$ 1 = Bs. 55,57):
| Símbolo | Preço Anterior (Bs.) | Preço Hoje (Bs.) | Variação em % | Quantidade de ações |
| GMC.B | 3.000,00 | 4.000,00 | +33,33% | 32 |
| BVCC | 255,00 | 306,00 | +20,00% | 19 |
| BPV | 72,00 | 86,39 | +19,99% | 7.425 |
| CCR | 3.600,00 | 4.319,00 | +19,97% | 4 |
| PIV.B | 18.000,00 | 21.599,00 | +19,99% | 19 |
| RST.B | 90,00 | 107,95 | +19,94% | 10.034 |
| FNC | 130,00 | 130,00 | 0,00% | 20 |
A crise em Caracas forçou o investidor global a diferenciar os fundamentos sólidos dos riscos estruturais na região.
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