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Bolsas americanas recuam com tensão no Oriente Médio e temor de correção no rali da inteligência artificial

Publicado 28/04/2026 • 18:20 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Nasdaq liderou perdas com queda das gigantes de tecnologia e renovadas dúvidas sobre valuation do setor de IA.
  • Impasse envolvendo Irã e Estreito de Ormuz manteve investidores em modo defensivo ao longo do pregão.
  • Mercado também aguarda decisão do Federal Reserve, que deve manter juros inalterados nos Estados Unidos.

As bolsas de Nova York encerraram a terça-feira (28) no vermelho, pressionadas por uma combinação de risco geopolítico, cautela antes do Federal Reserve e novo desconforto com o setor de inteligência artificial. O movimento atingiu principalmente empresas de tecnologia, enquanto ações ligadas à energia avançaram acompanhando a alta do petróleo.

O Dow Jones caiu 0,05%, aos 49.141,93 pontos. O S&P 500 recuou 0,49%, aos 7.138,80 pontos, enquanto o Nasdaq perdeu 0,90%, encerrando aos 24.663,80 pontos.

Tecnologia perde força e IA volta ao centro da tensão

O principal foco vendedor esteve nas empresas de tecnologia, em meio a dúvidas sobre retorno financeiro dos pesados investimentos em inteligência artificial.

A Nvidia recuou 1,59%, a Intel caiu 0,55%, a AMD perdeu 3,41% e a Broadcom tombou 4,39%.

Pesou no humor do mercado a notícia de que a OpenAI ficou abaixo de metas internas de receita e crescimento de usuários, reacendendo questionamentos sobre sustentabilidade do ciclo de investimentos em IA.

Segundo o Swissquote, a atual estrutura do setor depende fortemente do desempenho de poucos nomes relevantes.

“A estrutura da IA está se construindo como um castelo de cartas. Se algo desse errado com Anthropic ou OpenAI, os mercados enfrentariam uma significativa reavaliação de preços”, avaliou a instituição.

Oriente Médio mantém mercado defensivo

No campo geopolítico, investidores seguiram monitorando a crise no Oriente Médio.

O Irã estaria preparando uma nova proposta para encerrar o bloqueio no Estreito de Ormuz, embora a Casa Branca mantenha postura cética em relação às tratativas iniciais.

Os serviços de inteligência dos Estados Unidos analisam possíveis reações de Teerã caso Donald Trump declare vitória unilateral no conflito.

Ainda segundo Trump, o Irã teria informado estar em “estado de colapso” nesta terça-feira.

Petróleo sustenta ações de energia

Com a tensão geopolítica elevando o preço do petróleo, empresas do setor energético destoaram do restante do mercado.

A Devon Energy subiu 2,66%, a Exxon Mobil avançou 1,60% e a Chevron ganhou 1,94%.

Na direção oposta, mineradoras e companhias ligadas a metais recuaram.

A Newmont caiu 5,32%, a AngloGold Ashanti perdeu 4,36% e a Freeport-McMoRan cedeu 3,90%.

Resultados corporativos também movimentam sessão

Entre os balanços do dia, a Coca-Cola avançou 3,86%, enquanto a General Motors subiu 1,27% após repercussão positiva de seus números trimestrais.

A Visa, que encerrou o pregão em leve baixa de 0,11%, divulgaria resultados após o fechamento do mercado.

Fed no radar

O mercado também adotou postura cautelosa com o início da reunião de política monetária do Federal Reserve.

A expectativa predominante é de manutenção dos juros americanos na decisão desta quarta-feira, em meio a receios inflacionários ligados ao petróleo e à resiliência da economia dos EUA.

Com tecnologia fragilizada, petróleo em alta e o Fed no horizonte imediato, Wall Street terminou o dia em modo de proteção.

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