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CNBCAções de Nvidia, AMD e Micron caem com aprofundamento da liquidação das ações de IA

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Bolsas da Ásia têm forte queda com temor de juros altos nos Estados Unidos

Publicado 15/10/2026 • 07:31 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Bolsas da Coreia do Sul e do Japão lideram quedas na Ásia, pressionadas por ações de tecnologia.
  • Inflação dos Estados Unidos acima do esperado aumenta temor de juros elevados por mais tempo.
  • Fabricantes de semicondutores registram fortes perdas, enquanto autoridades sul-coreanas avaliam medidas para conter a instabilidade.
Pedestres caminham na frente do painel eletrônico que mostra o índice Nikkei, da Bolsa de Valores de Tóquio, no Japão

Pedestres caminham na frente do painel eletrônico que mostra o índice Nikkei, da Bolsa de Valores de Tóquio, no Japão

As principais bolsas da Ásia fecharam em forte queda nesta quinta-feira (15), influenciadas pela divulgação de dados de inflação acima do esperado nos Estados Unidos. O resultado aumentou a preocupação dos investidores com a manutenção de juros elevados e intensificou a venda de ações de empresas de tecnologia, especialmente do setor de semicondutores.

O movimento acompanhou as perdas registradas em Wall Street na quarta-feira (14), quando companhias ligadas à inteligência artificial (IA) estiveram entre as mais afetadas.

Coreia do Sul e Japão registram maiores perdas

Na Coreia do Sul, o índice Kospi caiu 7,57%, encerrando o pregão aos 5.554,22 pontos. Foi a maior queda diária desde 28 de julho. O resultado contrastou com o desempenho de junho, quando o indicador ultrapassou 9 mil pontos, impulsionado pelo interesse dos investidores em empresas ligadas à IA.

As fabricantes de chips Samsung Electronics e SK Hynix recuaram 9,5% e 11%, respectivamente. Entenda.

Diante da instabilidade, a Comissão de Serviços Financeiros (FSC) sul-coreana convocou uma reunião de emergência para avaliar medidas de resposta. Segundo o jornal Chosun, as autoridades prometeram combater práticas como manipulação de preços, disseminação de boatos e vendas a descoberto ilegais.

No Japão, o Nikkei perdeu 4,90%, terminando aos 64.425,95 pontos, no pior resultado desde março. Entre os principais recuos estiveram Kioxia Holdings (-12,3%), SoftBank Group (-9,3%) e Tokyo Electron (-7,8%).

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Quedas atingem outros mercados asiáticos

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Em Taiwan, o índice Taiex recuou 3,41%, aos 46.969,87 pontos. A fabricante de semicondutores TSMC perdeu 2% antes da divulgação de seus resultados trimestrais.

A bolsa de Hong Kong também encerrou o dia no vermelho. O Hang Seng caiu 1,03%, aos 24.062,72 pontos, enquanto o índice de tecnologia perdeu 2,7%, atingindo o menor nível desde setembro de 2024.

Na China continental, o Xangai Composto registrou baixa de 1,59%, aos 3.707,48 pontos, e o Shenzhen Composto caiu 2,64%, aos 2.226,48 pontos.

Inflação americana aumenta incertezas sobre juros

A pressão sobre os mercados ocorreu após os Estados Unidos divulgarem que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) avançou 3,7% em setembro, na comparação anual. A taxa superou os 3,4% registrados em agosto e ficou acima das expectativas.

Os números reforçaram o receio de que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, mantenha os juros elevados por mais tempo ou volte a aumentá-los para conter a inflação.

Esse cenário tende a reduzir a atratividade das ações, principalmente de empresas de tecnologia, que dependem de expectativas de crescimento futuro. Com juros mais altos, investimentos considerados mais seguros passam a oferecer retornos mais competitivos.

Austrália registra queda discreta

Na Oceania, a bolsa australiana apresentou perdas mais moderadas. O índice S&P/ASX 200 encerrou o pregão aos 8.719,70 pontos, com recuo de apenas 0,09%, em contraste com as fortes baixas observadas nos principais mercados asiáticos.

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