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Brasil vai enviar 100 toneladas de medicamentos para a Venezuela após ataque dos EUA

Publicado 09/01/2026 • 13:36 | Atualizado há 12 horas

KEY POINTS

  • O governo brasileiro vai enviar 100 toneladas de medicamentos e insumos de saúde à Venezuela em resposta ao ataque bélico do último sábado.
  • O ataque destruiu o maior centro de distribuição de medicamentos e materiais médico-hospitalares do país vizinho.
  • A medida tem caráter emergencial e busca garantir a continuidade do tratamento de pacientes em situação de risco.

Rafael Nascimento/MS

O governo brasileiro vai enviar 100 toneladas de medicamentos e insumos de saúde à Venezuela em resposta ao ataque bélico do último sábado, que destruiu o maior centro de distribuição de medicamentos e materiais médico-hospitalares do país vizinho. A medida tem caráter emergencial e busca garantir a continuidade do tratamento de pacientes em situação de risco.

A primeira remessa, com 40 toneladas, será despachada na manhã desta sexta-feira (9) e tem como foco atender cerca de 16 mil pacientes venezuelanos que dependem de hemodiálise. Segundo o Ministério da Saúde, a interrupção do tratamento coloca essas pessoas em risco iminente de vida.

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De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a doação não compromete o atendimento no Brasil. “Essa doação não afeta a estrutura e a assistência dos cerca de 170 mil pacientes que realizam diálise atualmente no Sistema Único de Saúde. Temos estoques seguros no Brasil e podemos ser solidários com o país vizinho”, afirmou.

O ministro também mencionou o apoio prestado pela Venezuela ao Brasil durante a pandemia de Covid-19, quando o país forneceu oxigênio para o tratamento de pacientes brasileiros.

Os insumos enviados incluem medicamentos de uso contínuo, filtros, linhas arterial e venosa, cateteres e soluções utilizadas no tratamento de hemodiálise.

O material foi reunido por meio de doações de hospitais universitários federais, como UFRJ, UNIFAP, UFC, UFAM e UFMG, além de instituições da rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), do Grupo Hospitalar Conceição e do Real Hospital Português, entre outras.

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As doações ficarão armazenadas no Centro de Distribuição de Insumos e Medicamentos do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP). A primeira carga será transportada por uma aeronave venezuelana, e novos envios estão previstos conforme o agendamento logístico.

Além da ajuda humanitária, Padilha enviou nesta quinta-feira (8) uma carta à ministra da Saúde da Venezuela, Magaly Gutiérrez, reforçando o apoio do governo brasileiro à manutenção da assistência em saúde, com atenção especial aos pacientes de diálise afetados pela destruição da infraestrutura logística do país.

Na fronteira entre Brasil e Venezuela, o governo federal mantém ações para reforçar o atendimento em saúde. Atualmente, 40 profissionais do Ministério da Saúde atuam na Operação Acolhida, em parceria com secretarias estaduais e municipais e as Forças Armadas. As equipes trabalham em Pacaraima e Boa Vista, em Roraima, atendendo pessoas que chegam da Venezuela em espaços de acolhimento e ocupações espontâneas.

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Segundo o ministério, até o momento não houve necessidade de ampliar o número de profissionais em Boa Vista. Uma nova equipe chegou a Pacaraima nesta quarta-feira (7) para avaliar a situação local, enquanto o governo federal elabora um plano de contingência para a região.

Na área de segurança, o Executivo autorizou o envio da Força Nacional de Segurança Pública para Pacaraima e Boa Vista por um período inicial de 90 dias. Os agentes atuarão na preservação da ordem pública, das pessoas e do patrimônio. Antes disso, a Força Nacional do SUS esteve na região para realizar um diagnóstico inicial e orientar as equipes de saúde locais.

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