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Canal do Panamá caminha para superlotação com incerteza no Estreito de Ormuz
Publicado 22/05/2026 • 12:08 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 22/05/2026 • 12:08 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O tráfego de embarcações no Canal do Panamá subiu, em média, 11% após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, impulsionado pelo aumento da incerteza no Estreito de Ormuz.
O canal, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico, é um dos mais importantes do mundo, atendendo a 170 países e 180 rotas marítimas diferentes.
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O economista e professor de Relações Internacionais Igor Lucena explica que a crise gerada pelo conflito reforçou a importância dos chamados choke points, ou pontos vitais do transporte marítimo.
“O que nós estamos assistindo é o quanto esses pontos vitais de transporte marítimo são importantes, diante dos bloqueios do Estreito de Ormuz realizados por Irã e Estados Unidos. Com esse cenário, os navios estão procurando outras rotas para fazer esses transportes, e o Canal do Panamá se torna fundamental”, explicou.
Outro impacto direto do rearranjo do transporte marítimo é o preço dos fretes. Um navio que transportava gás natural chegou a pagar US$ 4 milhões para passar pelo canal. O professor destacou que esse cenário tende a piorar, já que é possível que ocorra uma superlotação do Canal do Panamá nos próximos dias, e que a situação de Ormuz não deve se normalizar até o início de 2027.
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Siga o Times | CNBC“O grande ponto é que não há uma capacidade de escoar tudo pelo canal. Existe um sistema de rodízio que faz com que os preços subam e que mais navios fiquem esperando para poder entrar no canal. Na prática, nós vamos assistir, nos próximos dias e semanas, a uma superlotação do Canal do Panamá”, afirmou.
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Por mais que o canal seja uma alternativa para o comércio global, ele não pode substituir totalmente o Estreito de Ormuz. Lucena explica que, para o petróleo e o gás produzidos pelos países do Golfo, como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Catar, não há alternativa além do estreito.
“A gente vai ver o mais diverso conjunto de produtos passando pelo canal, mas os preços dessas commodities continuam aumentando, porque ainda temos uma oferta de produtos reprimida dentro do Estreito de Ormuz, que não consegue sair na sua totalidade”, apontou.
Outro ponto destacado é que países com grande produção industrial, como Rússia, Japão, China e Coreia do Sul, dependem do Estreito de Ormuz para obter 30% de sua energia, e agora terão de procurar outras alternativas.
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