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Entenda a ligação apontada entre Banco Master, Equatorial e privatização da Sabesp
Publicado 22/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 22/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Entenda a ligação apontada entre Banco Master, Equatorial e privatização da Sabesp
A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público do Ministério Público de São Paulo passou a analisar uma representação que aponta possíveis conexões entre o Banco Master, a Equatorial Energia e o processo de privatização da Sabesp.
O caso também envolve a venda da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) e levanta questionamentos sobre a estrutura financeira utilizada nas operações de desestatização conduzidas pelo governo paulista entre 2024 e 2025.
Leia também: Ministério Público investiga ligações entre a Equatorial e o escândalo do Banco Master na privatização da Sabesp
A ligação apontada na representação enviada ao Ministério Público envolve possível atuação integrada entre o Banco Master, a Equatorial Energia e agentes financeiros. Nesse contexto, esses atores participaram da privatização da Sabesp e da EMAE.
O MP-SP analisa uma representação que relaciona o escândalo do Banco Master às privatizações da EMAE e da Sabesp, feitas em 2024. A denúncia sugere que os processos teriam favorecido a Equatorial Energia, especialmente na venda da Sabesp, marcada por baixa concorrência e suposto deságio de 44% em relação ao valor de mercado.
Segundo o documento, essas conexões teriam ocorrido por meio de estruturas de financiamento e participação societária em fundos ligados às operações. Para o autor da denúncia, isso pode indicar sobreposição de interesses no processo de desestatização.
A Promotoria agora analisa se há relação entre esse material e outros procedimentos já em andamento no Ministério Público. Nesse sentido, o caso pode ampliar o alcance das investigações sobre as privatizações realizadas no estado de São Paulo.
A venda do controle da Sabesp ocorreu em julho de 2024, quando o governo paulista deixou de ser acionista majoritário da companhia. Na época, o mercado avaliava a empresa em mais de R$ 56 bilhões, e as ações giravam em torno de R$ 82,00.
O governo vendeu o bloco de controle, equivalente a 15% das ações, por R$ 67,00 por papel, somando cerca de R$ 6,9 bilhões. Além disso, a Equatorial participou como única interessada no processo, o que chamou atenção pelo nível reduzido de concorrência.
Segundo análises do Observatório Nacional das Águas, da Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado e de entidades ligadas aos profissionais da Sabesp, o desconto em relação ao valor de mercado chegou a 44%.
Meses depois, o mercado passou a negociar as ações da companhia acima de R$ 150,00, o que intensificou as críticas sobre a precificação adotada no leilão.
A representação também cita a atuação de instituições financeiras na estruturação das operações. Entre elas, o BTG Pactual aparece como responsável pela coordenação da oferta pública de parte das ações da Sabesp.
Segundo o documento, houve forte concentração de demanda, com pedidos que ultrapassaram R$ 200 bilhões para uma oferta significativamente menor.
O texto também aponta que parte dos bancos tradicionais não teria participado das decisões estratégicas da operação. Nesse sentido, isso levantou questionamentos sobre a condução do processo.
Um dos pontos centrais da representação envolve o Banco Master na estruturação financeira das operações ligadas à EMAE e à Sabesp.
De acordo com o documento, o banco teria atuado na intermediação de recursos e na organização de estruturas societárias usadas por grupos interessados na aquisição dos ativos públicos.
Na operação da EMAE, a estrutura de emissão privada de debêntures da Phoenix S.A. viabilizou a aquisição, em um montante estimado em cerca de R$ 520 milhões.
O desenho envolveu fundos e gestoras que, segundo a representação, operaram de forma conectada dentro do mesmo ecossistema financeiro.
O leilão da EMAE ocorreu em abril de 2024 e, nesse contexto, o Fundo Phoenix venceu a disputa com proposta de aproximadamente R$ 1,04 bilhão. Além disso, um dos pontos destacados na representação é a criação do fundo pouco menos de um mês antes do certame.
Além disso, investigações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indicam que ações da Ambipar teriam passado por forte valorização no período, impulsionadas por recompra de papéis e concentração acionária. Esses movimentos teriam influenciado ativos usados como lastro em operações financeiras posteriores.
A representação também cita nomes ligados a conselhos de administração e estruturas empresariais envolvidas nas operações. Entre eles está Carlos Piani, que ocupou posições em empresas como Ambipar, Equatorial e posteriormente na própria Sabesp.
Outro nome mencionado é o de Fabiano Zettel, apontado como ligado ao Grupo Master e envolvido em parcerias relacionadas à aquisição de ativos. Além disso, segundo o documento, essas conexões precisam de análise conjunta para verificar possível coordenação entre decisões empresariais e estruturas financeiras.
Leia também: Em sabatina, indicado à presidência da CVM rebate suspeitas de favorecimento ao Banco Master
O Ministério Público de São Paulo informou que analisa a representação e verifica se o caso possui relação com outro procedimento já em andamento na área de patrimônio público, incluindo possíveis conexões com o Banco Master.
O pedido inclui a abertura de inquérito civil, além da possibilidade de encaminhamento às autoridades federais caso surjam indícios de competência da União. O procedimento não tem caráter criminal, mas pode subsidiar ações futuras se surgirem indícios de irregularidades.
Em nota, a Equatorial Energia afirmou que participou de um processo de desestatização conduzido com transparência, legalidade e apoio de assessores especializados.
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