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China afirma estar pronta para cooperar com a Rússia para reduzir tensão no Oriente Médio
Publicado 05/04/2026 • 16:37 | Atualizado há 7 meses
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Unsplash.
Bandeira da China
Às vésperas de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, prevista para ocorrer esta semana, a China informou neste domingo (5), que está disposta a cooperar com a Rússia no órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) para reduzir as tensões no Oriente Médio. Os dois países são membros permanentes do conselho, que deve votar uma resolução proposta pelo Bahrein sobre proteção à navegação comercial no Estreito de Ormuz, parcialmente bloqueado pelo Irã em razão dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao país persa.
Segundo informações da agência de notícias estatal chinesa Xinhua, em conversa por telefone como o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que a situação no Oriente Médio continua a se deteriorar, que as hostilidades na região ainda estão se intensificando e que a solução fundamental para garantir a navegação pelo Estreito de Ormuz “reside em alcançar um cessar-fogo o quanto antes e pôr fim à guerra”.
De acordo com o ministro chinês, seu país e a Rússia devem “envidar esforços conjuntos para ajudar a reduzir a escalada da situação no Oriente Médio, salvaguardar a paz e a estabilidade regionais e defender a segurança comum do mundo”. Para ele, os dois países “devem adotar uma abordagem objetiva a equilibrada e buscar maior compreensão e apoio da comunidade internacional”.
Ainda segundo a Xinhua, Lavrov afirmou que a Rússia está muito preocupada com a contínua escalada das tensões no Oriente Médio e que Moscou sustenta que as operações militares devem ser interrompidas imediatamente. O chanceler russo acrescentou que os esforços devem se concentrar na busca de uma solução política e diplomática, e que o Conselho de Segurança deve desempenhar um papel construtivo nesse sentido.
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Siga o Times | CNBC“A Rússia está pronta para manter comunicação e coordenação estreitas com a China e continuar a realizar esforços e a se manifestar em apoio a um cessar-fogo e ao fim da guerra”, declarou Lavrov, de acordo com a agência chinesa.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reforçou, em comunicado, que os dois chanceleres discutiram maneiras de alcançar um cessar-fogo rápido e “iniciar um diálogo político-diplomático”.
“Foi manifestada satisfação com a coincidência das abordagens da Rússia e da China na maioria das questões da agenda global, incluindo a situação em torno do Irã, relacionada à agressão não provocada dos EUA e de Israel contra aquele país”, disse a nota.
Pelo Estreito de Ormuz passa cerca de 25% do transporte marítimo de petróleo e derivados do mundo, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), e a China é um dos principais destinos destes produtos.
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