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China avalia resposta a novas tarifas dos EUA e avança em acordo comercial com a Suíça
Publicado 27/08/2026 • 20:42 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 27/08/2026 • 20:42 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: AFP
A China afirmou nesta sexta-feira (21) que “sanções e pressão” dos EUA não vão resolver o conflito no Oriente Médio.
A China acompanha as ameaças dos Estados Unidos de impor novas tarifas de 7,5% sobre produtos chineses e afirma que poderá adotar “todas as medidas necessárias” em resposta às políticas comerciais americanas.
A declaração foi feita nesta quinta-feira pela porta-voz do Ministério do Comércio da China, Huang Ling, durante uma coletiva de imprensa. Questionada sobre a possibilidade de Pequim adotar contramedidas, a representante afirmou que o governo chinês acompanha a situação.
Segundo Huang, a China já apresentou anteriormente sua posição sobre as acusações dos Estados Unidos de que o país possui “capacidade excessiva” de produção de bens industriais.
“Essa questão precisa ser analisada de maneira compreensiva, objetiva e justa, não utilizada como pretexto para protecionismo”, afirmou.
A porta-voz também criticou a decisão de Washington de utilizar a Seção 301 para aplicar tarifas, classificando a medida como um “ato típico de unilateralismo” ao qual Pequim “firmemente se opõe”.
Huang Ling também comentou o acordo comercial firmado com a Suíça na semana passada. Segundo ela, os dois países ampliarão o comércio de bens e serviços, além dos investimentos bilaterais. No comércio de bens, 99% das importações terão tarifas zeradas. China e Suíça também deverão aprimorar regras relacionadas à origem dos produtos e à avaliação de conformidade, além de fortalecer a cooperação bilateral.
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Siga o Times | CNBCInvestidores chineses e suíços, por sua vez, terão acesso a um ambiente de negócios considerado “mais transparente, estável e previsível”.
O acordo prevê ainda uma ampliação da cooperação em áreas como comércio digital, inteligência artificial (IA), desenvolvimento sustentável, cadeias de suprimentos, produtos farmacêuticos, maquinário e relógios.
“A atualização do acordo de livre-comércio criará novas oportunidades e, em meio a um ambiente internacional cheio de incertezas, mostra a atitude de ambos os lados de escolher cooperação aberta e o sistema multilateral de comércio”, afirmou a porta-voz.
Apesar do entendimento, o acordo ainda precisa passar pelos processos legais internos de China e Suíça antes de ser assinado e implementado formalmente.
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