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China bloqueia exportações estratégicas ao Japão e eleva tensão entre os países
Publicado 08/01/2026 • 10:46 | Atualizado há 5 meses
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KEY POINTS
A exportação de elementos de terras raras e itens de potencial uso militar para o Japão foi proibida pela China, conforme anúncio feito pelo Ministério do Comércio nesta terça-feira (6). A decisão, que entrou em vigor de imediato, amplia a crise diplomática entre os dois países, fomentada por falas recentes da primeira-ministra japonesa em relação a Taiwan.
O bloqueio recai sobre bens de dupla utilização, categoria que inclui tecnologias, bens e serviços com emprego civil e militar simultâneo, e já está plenamente operacional segundo o comunicado ministerial.
Embora a pasta não tenha nomeado as exportações exatas sob restrição, a lista de itens de dupla utilização publicada pelo Ministério inclui terras raras, eletrônicos avançados, componentes de aviação e aeroespaciais, drones e tecnologias nucleares, entre outros itens. Esses elementos são essenciais para uma ampla gama de produtos, que variam de eletrônicos e veículos do dia a dia a sistemas de armas avançados, como os caças F-35. Permanece sem definição, contudo, qual será o alcance do impacto gerado por essas novas limitações para o Japão.
Leia também: Hotéis e restaurantes vazios no Japão; entenda as consequências da crise diplomática do país com a China
Desde que a líder do Japão, Sanae Takaichi, afirmou perante o parlamento, em novembro, que uma eventual incursão chinesa em Taiwan constituiria “uma situação que ameaça a sobrevivência do Japão”, podendo desencadear uma reação militar por parte de Tóquio, os laços entre os dois países sofreram uma célere deterioração. O posicionamento chinês permanece inalterado: o Partido Comunista Chinês reivindica a soberania sobre Taiwan e assegura que realizará a anexação da ilha, inclusive mediante força militar, se for preciso.
Pequim tem colocado em prática uma série de pressões econômicas contra o Japão desde as falas de Takaichi, buscando uma retratação oficial por meio do corte de voos, advertências aos cidadãos para que não realizem viagens ou estudos no país vizinho e a suspensão da entrada de frutos do mar japoneses. De acordo com o porta-voz do Ministério do Comércio da China, as novas restrições foram impostas em decorrência dos comentários “errôneos” de Takaichi e para garantir a “salvaguarda da segurança e dos interesses nacionais”.
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