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Com 55% das exportações atingidas por tarifaço, Santa Catarina reforça programa de inteligência comercial

Publicado 24/07/2026 • 10:40 | Atualizado há 35 minutos

KEY POINTS

  • Tarifaço dos EUA atinge 54,5% do valor das exportações catarinenses ao mercado americano
  • Fiesc já atendeu mais de 500 empresas em ações de inteligência comercial desde 2025
  • Federação aposta em diversificação de mercados para reduzir efeitos do tarifaço
tarifaço

Mais de 500 empresas foram atendidas em iniciativas como ações de inteligência comercial, prospecção de mercados, consultorias e internacionalização. Foto: Freepik.

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) ampliou o apoio a indústrias exportadoras do estado diante do avanço do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Segundo levantamento da entidade, as novas tarifas atingem 54,5% do valor das exportações catarinenses destinadas ao mercado americano.

Somada às sobretaxas já cobradas pela Seção 232, apenas 5,2% das vendas catarinenses aos Estados Unidos seguem livres de qualquer tarifa adicional.

Conforme nota da Fiesc, desde o início do primeiro tarifaço dos Estados Unidos, em 2025, mais de 500 empresas catarinenses foram atendidas em ações de inteligência comercial, prospecção de mercados, consultorias e internacionalização.

Leia também: Tarifaço: governo deve se preparar para negociações prolongadas e evitar embate direto, diz ex-embaixador em Washington

Fiesc amplia frentes de apoio à indústria

O presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, afirmou que a federação seguirá ao lado da indústria catarinense, com apoio técnico e articulação institucional para preservar a competitividade das empresas e os empregos do setor.

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Diversificação de mercados ganha força com tarifaço

A presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, afirmou que ampliar a presença em novos mercados é um dos caminhos para reduzir os efeitos das novas tarifas. Segundo ela, não existem soluções prontas para o momento, e a federação segue oferecendo informação, inteligência comercial e apoio às empresas na tomada de decisão.

Bustamante citou oportunidades identificadas em mercados como Marrocos e Egito, além do avanço proporcionado pelos acordos do Mercosul com a União Europeia, a EFTA e Singapura, que ampliam o leque de destinos disponíveis para a indústria catarinense.

Estrutura de internacionalização da federação

A Fiesc mantém uma estrutura voltada à internacionalização das empresas, com estudos de mercado, identificação de compradores, consultorias, emissão de certificados de origem, capacitações em comércio exterior, missões empresariais e rodadas de negócios. A entidade também opera o programa Business Advisory in Company e a plataforma Intercomp, voltada a rodadas virtuais de negócios setoriais com compradores internacionais.

O Conselho de Comércio Exterior da Fiesc ainda orienta as indústrias sobre normas e regras internacionais, com o objetivo de dar segurança jurídica às operações e ampliar a competitividade das empresas catarinenses nos mercados externos.

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