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Tarifaço: Na lista de exceções, Café brasileiro tem mercado de US$ 2,5 bilhões protegido, diz Cecafé
Publicado 24/07/2026 • 11:10 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 24/07/2026 • 11:10 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Diferente de outros setores, o café brasileiro está protegido da sobretaxa adicional de 12,5% contra 60 países, imposta pelos Estados Unidos. Com um mercado consumidor avaliado em US$ 2,5 bilhões, o país norte-americano se encontra neste cenário como o maior consumidor global, tendo 34% do seu mercado de café abastecido pelo Brasil. Em entrevista ao Times Brasil Licenciado Exclusivo CNBC, o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, explicou sobre o impacto nas safras.
Essa isenção é benéfica para toda a cadeia produtiva do Brasil que, atualmente, está colhendo uma safra recorde. Apesar das dificuldades climáticas durante o processo de colheita, Matos declarou que há um cenário positivo. “Nós tínhamos déficit há 4 anos.
Neste quinto ano, vamos ter um superávit projetado que pode ser de 9 milhões de sacas, puxado por uma safra maior do Brasil, que está sendo colhida, e também no Vietnã. Para o Brasil, eles falam em 71,9 milhões de sacas e, para o Vietnã, 32,5 milhões. Para os parâmetros históricos, são safras muito robustas”, concluiu o diretor.
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Siga o Times | CNBCEm condições normais de comércio, desconsiderando o impacto recente das barreiras tarifárias, o perfil da pauta exportadora brasileira para o país é predominantemente de matéria-prima. Ao todo, historicamente, 90% dos embarques são de café verde (sendo 90% do tipo Arábica e 10% de Conilon/Robusta). Os 10% restantes correspondem ao segmento de café solúvel, um mercado industrializado relevante que movimenta mais de US$ 200 milhões para o setor.
Enquanto o café verde já havia garantido a isenção anteriormente, a liberação para o café solúvel foi conquistada após um intenso trabalho de articulação internacional e cooperação técnica com entidades parceiras.
Os argumentos apresentados pelo setor brasileiro nas audiências públicas norte-americanas fundamentaram tecnicamente a necessidade de proteger também os produtos industrializados, resultando na inclusão direta da posição do Brasil no texto oficial do novo regulamento comercial.
“Então, ficamos muito felizes pelo trabalho que foi feito ao lado da National Coffee Association, da ABIC, da ABICS e da BMJ. Foi um trabalho muito coordenado que, para nós, é um resultado concreto que temos de celebrar”, declarou Marcos Matos.
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