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China rejeita acusações dos EUA sobre uso de IA e classifica alertas como infundados
Publicado 09/09/2026 • 14:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 09/09/2026 • 14:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: AFP
A atividade industrial na China voltou a registrar um leve crescimento em setembro, representando um sinal positivo para o país.
O Ministério do Comércio da China afirmou nesta quarta-feira, 9, que “se opõe firmemente” às acusações apresentadas pelos Estados Unidos contra empresas chinesas de inteligência artificial (IA). A reação ocorreu após autoridades americanas de segurança e ciberdefesa divulgarem um comunicado conjunto com orientações para que companhias do país reforcem sua proteção.
Segundo o ministério, a acusação de que empresas chinesas estariam realizando “destilação em escala industrial” para obter capacidades de modelos avançados desenvolvidos nos EUA é “sem base e sem fundamento legal”. A declaração responde ao alerta divulgado na terça-feira pela Agência de Segurança Nacional (NSA), pela Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) e pelo FBI.
Para Pequim, Washington estaria “politizando e instrumentalizando” uma prática que faz parte do desenvolvimento tecnológico do setor. O governo chinês afirmou que a destilação, processo pelo qual um modelo aprende a partir de outro, é utilizada por empresas de diferentes países, inclusive americanas. Na avaliação chinesa, a técnica pode aumentar a eficiência do treinamento e ampliar o acesso à tecnologia, especialmente em nações em desenvolvimento.
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Siga o Times | CNBCO porta-voz também acusou os Estados Unidos de aplicarem “dois pesos e duas medidas” ao tema. Segundo Pequim, modelos chineses de código aberto são disponibilizados internacionalmente e utilizados por empresas americanas, enquanto companhias dos EUA também recorrem à destilação de modelos desenvolvidos na China. Apesar disso, Washington classificaria a prática como uma ameaça quando relacionada a empresas chinesas.
A China criticou ainda a decisão dos EUA de envolver órgãos de segurança nacional no debate sobre a tecnologia. Para o ministério, essa abordagem pode interferir em atividades comerciais e abrir espaço para a adoção de condições “injustas” em contratos de utilização de modelos de IA, incluindo restrições geográficas abrangentes.
O governo chinês afirmou que continua disposto a discutir questões relacionadas à inteligência artificial com os Estados Unidos por meio de canais intergovernamentais. Ao mesmo tempo, Pequim advertiu que poderá adotar contramedidas caso Washington utilize o tema como justificativa para “suprimir” empresas chinesas.
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