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China, Rússia e Irã criticam iniciativa ocidental de levar questão nuclear iraniana à ONU
Publicado 09/09/2026 • 18:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 09/09/2026 • 18:30 | Atualizado há 2 meses
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AFP
China, Rússia e Irã criticaram nesta quarta-feira (9) uma iniciativa dos Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido para encaminhar a questão nuclear iraniana ao Conselho de Segurança da ONU por meio de uma resolução na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Em uma declaração conjunta, os três países afirmaram que uma eventual remessa do caso ao Conselho de Segurança não teria base legal e poderia elevar as tensões em torno do programa nuclear iraniano. Para Pequim, Moscou e Teerã, o projeto busca aumentar a pressão sobre o Irã e prejudicar a cooperação entre o país e a AIEA.
O grupo também contestou a conclusão, adotada em junho de 2025, de que o Irã teria descumprido suas obrigações de salvaguardas nucleares, classificando-a como “politicamente motivada e infundada”. Segundo China, Rússia e Irã, os ataques contra instalações nucleares iranianas submetidas às salvaguardas da agência, além de novas ações atribuídas aos Estados Unidos nos últimos dias, dificultaram a realização das inspeções.
Leia mais: Irã alerta que países que cooperarem com os EUA poderão virar alvos
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Siga o Times | CNBCDe acordo com o comunicado, as condições de segurança fizeram com que a implementação normal das salvaguardas no Irã se tornasse “efetivamente impossível”. Apesar das dificuldades, os três países afirmaram que Teerã continua cooperando com a AIEA e que o Irã aceitou pedidos de acesso à usina nuclear de Bushehr em meados de setembro. Segundo a declaração, a ampliação dessa cooperação depende de garantias contra novos ataques.
China, Rússia e Irã também voltaram a rejeitar a tentativa do E3, formado por França, Alemanha e Reino Unido, de acionar o mecanismo conhecido como “snapback”. O procedimento teria como consequência o restabelecimento de sanções da ONU contra o Irã. Para os três países, a iniciativa é “nula e sem efeito jurídico”, sob o argumento de que as disposições da Resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU expiraram em outubro de 2025.
Como alternativa, China, Rússia e Irã defenderam que as questões relacionadas ao programa nuclear iraniano sejam tratadas exclusivamente por meio do diálogo e da diplomacia.
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