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Colômbia mobiliza militares para fronteira com Venezuela após ataques dos EUA
Publicado 03/01/2026 • 07:58 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 03/01/2026 • 07:58 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Fernando Frazão/Agência Brasil
Gustavo Petro, presidente da Colômbia, no G20
A Colômbia anunciou neste sábado (3) a mobilização de militares para a fronteira com a Venezuela após os ataques dos Estados Unidos que, segundo o presidente americano, resultaram na captura de Nicolás Maduro. A decisão foi comunicada pelo presidente colombiano Gustavo Petro, que classificou a ação de Washington como uma agressão à soberania da América Latina.
Em publicação na rede X, Petro afirmou que ordenou o desdobramento da força pública para preservar a estabilidade na fronteira com a Venezuela, região marcada pela atuação de grupos armados ilegais ligados ao narcotráfico.
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Segundo Petro, a mobilização militar busca evitar impactos diretos dos ataques dos EUA sobre o território colombiano e conter possíveis desdobramentos de segurança na fronteira com a Venezuela. O presidente alertou que a ofensiva americana pode gerar uma crise humanitária regional.
Apesar das críticas, Petro defendeu que a situação envolvendo a Venezuela seja resolvida por meio do diálogo diplomático, sem escalada militar.
Mais cedo, o presidente da Colômbia solicitou uma reunião imediata da Organização dos Estados Americanos e da Organização das Nações Unidas para discutir a legalidade internacional dos ataques dos EUA contra a Venezuela.
A Colômbia ocupa em 2026 uma cadeira como membro não permanente no Conselho de Segurança da ONU, razão pela qual Petro pediu que o órgão seja convocado para tratar do tema.
O presidente colombiano tem sido um crítico frequente do desdobramento militar dos EUA no Caribe sob o argumento de combate ao narcotráfico. Na fronteira entre Colômbia e Venezuela, atuam grupos armados ilegais que financiam suas atividades com o tráfico de drogas.
O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, afirmou que a força pública ativou “todas as capacidades” para evitar qualquer tentativa de ataque terrorista por parte de organizações como o ELN.
Segundo Petro, medidas adicionais foram determinadas para preservar a estabilidade na fronteira com a Venezuela. Um repórter da AFP relatou normalidade no principal posto fronteiriço entre os dois países ao longo do dia.
Estudos apontam que guerrilhas operam entre Colômbia e Venezuela, com movimentação em território venezuelano e tolerância de setores do chavismo, o que amplia a sensibilidade da região em meio à escalada militar envolvendo os EUA.
Como parte de sua estratégia contra o narcotráfico, o presidente americano Donald Trump afirmou recentemente que não descartava atacar laboratórios de drogas na Colômbia. Petro classificou a declaração como uma ameaça de invasão e reforçou sua oposição a qualquer ação militar estrangeira na região.
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