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Alemanha pressiona Irã por reabertura do Estreito de Ormuz e fim do programa nuclear
Publicado 03/05/2026 • 12:20 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/05/2026 • 12:20 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul
O governo da Alemanha intensificou a pressão sobre o Irã e exigiu a reabertura do Estreito de Ormuz e o abandono completo do programa nuclear. A cobrança foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, em conversa telefônica com o chanceler iraniano Abbas Araghchi.
Após o contato, Wadephul afirmou que Berlim defende uma solução negociada, mas alinhada aos interesses de Washington. “O Irã deve renunciar completamente e de forma verificável às armas nucleares e abrir imediatamente o Estreito de Ormuz”, escreveu o ministro na rede X, citando posição semelhante do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
O movimento ocorre em um momento de desgaste entre Estados Unidos e Alemanha, após declarações do chanceler Friedrich Merz sobre o comportamento iraniano nas negociações. Em 27 de abril, Merz afirmou que o Irã estaria “humilhando” Washington, o que provocou reações negativas do governo norte-americano.
Leia também: Iraque promete normalizar produção e exportações de petróleo em até sete dias após fim da crise no Estreito de Ormuz
A resposta dos EUA incluiu medidas concretas. O presidente Donald Trump anunciou a retirada de 5 mil soldados de bases na Alemanha e informou que as tarifas sobre carros e caminhões da União Europeia subirão de 15% para 25%, o que tende a afetar diretamente a indústria automobilística alemã.
Trump também acusou a União Europeia de não cumprir um acordo comercial firmado anteriormente, mesmo com o avanço do tratado no processo legislativo do bloco.
Enquanto isso, as tentativas de encerrar o conflito entre EUA, Israel e Irã seguem sem progresso significativo desde o cessar-fogo firmado no início de abril, aumentando o risco de uma nova escalada.
Leia também: EUA mantêm bloqueio de Ormuz e ampliam pressão com novas sanções ao Irã
O presidente norte-americano afirmou que irá analisar a proposta apresentada por Teerã, mas demonstrou descrença. Segundo ele, “não consigo imaginar que seja aceitável”, acrescentando que o Irã ainda “não pagou um preço alto o suficiente”.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã declarou que os Estados Unidos terão de escolher entre “uma operação impossível ou um acordo ruim com a República Islâmica do Irã”.
O chanceler Friedrich Merz e outros líderes europeus têm demonstrado preocupação com os efeitos econômicos da crise, especialmente diante do fechamento do Estreito de Ormuz.
Antes do início da guerra, cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo passava pela rota estratégica, tornando o bloqueio um fator crítico para os mercados internacionais.
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